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Egito renova ‘prisão preventiva’ contra filha de proeminente estudioso islâmico

Ola al-Qaradawi, filha do sheikh Yusuf al-Qaradawi, presidente da União Internacional de Estudiosos Muçulmanos, junto de seu marido [Twitter]

Autoridades egípcias renovaram ontem (6) a “prisão preventiva” de Ola al-Qaradawi, por um período adicional de 45 dias. A filha do proeminente estudioso islâmico Yusuf al-Qaradai permanece detida há mais de quatro anos.

Seu advogado, Ahmed Abu el-Ela Madi, afirmou que a extensão da pena deu-se sob novas acusações de “fake news” e “filiação a um grupo terrorista”.

“Ola continua detida após quatro anos e três meses sem julgamento”, reiterou Madi.

Sua cliente, destacou no Facebook, mantém greve de fome contra a “renovação periódica de sua prisão, após completar o período constitucional de 24 meses”.

Desde sua abdução por forças policiais, junto de seu marido, em junho de 2017, Ola permanece em confinamento solitário. Sua saúde se deteriorou, sob negligência das autoridades.

LEIA: Egito perdoa milhares de prisioneiros para celebrar guerra de 1973

O casal é acusado de pertencer à Irmandade Muçulmana, criminalizada pelo Egito como “grupo terrorista”, após o golpe de estado que levou o presidente e general Abdel Fattah el-Sisi ao poder, em meados de 2013. Ambos negam as alegações.

A constituição egípcia prevê prazo máximo de dois anos para prisão preventiva. Ainda assim, recomenda-se seu uso apenas em casos de emergência.

Sisi prendeu milhares de oponentes políticos e eventuais críticos, desde sua posse, incluindo ativistas islâmicos e seculares de direitos humanos. Seu regime militar alega combater “terroristas” e “sabotadores”, que tentam prejudicar o estado.

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