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Israel destrói aldeia beduína palestina pela 193ª vez

Sheikh Sayiah al-Turi, chefe beduíno de uma aldeia do Negev, não reconhecida por Israel, perto da cidade de Beersheba, 17 de setembro de 2019 [HAZEM BADER/AFP via Getty Images]

Na manhã de hoje (30), forças da ocupação israelense demoliram casas da aldeia de al-Araqeeb, na região do Negev, pela 193ª vez desde os anos 2000.

A aldeia foi devastada pela última vez em 2 de setembro. Residentes instalaram tendas e estruturas temporárias no lugar dos escombros mais recentes.

É a 11ª vez que a aldeia é destruída desde o início do ano.

A aldeia foi desmantelada pela primeira vez em julho de 2010 e, todas as vezes que os residentes de al-Araqeeb reconstroem suas tendas e casebres, as forças de Israel os obrigam a demoli-los — eventualmente, diversas vezes em um mesmo mês.

Localizada no deserto do Negev (Naqab), a aldeia é uma das 51 aldeias árabes “não reconhecidas” na área, alvo constante de demolições israelenses, conforme o plano para substituir os nativos palestinos por comunidades exclusivamente judaicas.

Tratores israelenses — cujo serviço é cobrado dos próprios beduínos — destroem tudo em seu caminho, de árvores a caixas d’água.

Os beduínos do Negev vivem sob a mesma lei que os judeus israelenses; pagam impostos, porém não desfrutam dos mesmos direitos e serviços. O estado recusa-se a conectar aldeias à rede nacional de infraestrutura, incluindo água e energia elétrica.

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