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México pede extradição de ex-oficial em Israel por desaparecimento de estudantes

Tomás Zerón, diretor da Agência Federal de Investigação da Procuradoria-Geral da República (PGR), na Cidade do México, em 6 de janeiro de 2015 [YURI CORTEZ/AFP via Getty Images]
Tomás Zerón, diretor da Agência Federal de Investigação da Procuradoria-Geral da República (PGR), na Cidade do México, em 6 de janeiro de 2015 [YURI CORTEZ/AFP via Getty Images]

Em carta enviada ao premiê Naftali Bennett, o México exortou Tel Aviv a facilitar a extradição de Tomás Zerón, devido à sua condução de uma investigação sobre o desaparecimento de 43 estudantes, sete anos atrás, confirmou um oficial nesta sexta-feira (24).

As informações são da agência Reuters.

Zerón, ex-diretor da Agência Federal de Investigação da Procuradoria-Geral da República (PGR), viajou a Israel em 2020, para evitar um inquérito sobre sua abordagem do caso.

Autoridades mexicanas e parentes dos jovens desaparecidos acusaram Zerón de plantar evidências para salvaguardar a versão do governo anterior sobre o que ocorreu aos estudantes, após seu sequestro na noite de 26 de setembro de 2014.

Zerón — que não comentou os últimos acontecimentos — nega as acusações.

Alejandro Encinas, primeiro-secretário do Ministério do Interior, reportou então que o presidente mexicano Andrés Manuel López Obrador buscou ajuda do premiê israelense Naftali Bennett para tentar solucionar a questão.

“O presidente enviou uma carta … pedindo apoio e cooperação [de Israel] para acelerar o processo de extradição [de Zerón]”, declarou Encinas.

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A embaixada mexicana em Tel Aviv também não comentou o caso.

Os estudantes de pedagogia desapareceram há sete anos na cidade de Iguala de la Independencia, no sudoeste do México. Segundo indícios, foram sequestrados por policiais corruptos mancomunados com uma gangue local de tráfico de drogas.

O último governo adotou a versão de que os estudantes foram mortos pela gangue em questão, sob suposta crença de que trabalhavam para uma organização rival. Seus corpos foram incinerados e suas cinzas foram jogadas no rio, insiste o relato.

Até então, apenas dois corpos dos 43 desaparecidos foram identificados de forma definitiva.

Não obstante, um painel de peritos internacionais demonstrou lacunas na versão oficial, incitando um escândalo que manchou a reputação do governo anterior de Enrique Peña Nieto. Durante sua campanha, em 2018, López Obrador prometeu elucidar o caso.

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