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Os Emirados Árabes se uniram aos países árabes para lutar contra a Fraternidade, diz oficial

Abdul-Khaleq Abdullah, acadêmico dos Emirados Árabes e ex-assessor do príncipe herdeiro Mohamed Bin Zayed, em 26 de janeiro de 2017 [UAE_HumanRights/Twitter]

A interferência dos Emirados Árabes nos assuntos dos países árabes visa “combater a Irmandade Muçulmana”, anunciou ontem o assessor do Príncipe Herdeiro de Abu Dhabi, Abdulkhaleq Abdulla.

“Depois de uma década de confrontos difíceis, os Emirados Árabes venceram a batalha contra a futilidade da Irmandade e foram capazes de deter seu avanço em todo o mundo árabe”, disse Abdulla no Twitter, acrescentando que seu país contribuiu para “fortalecer a estabilidade e a moderação em face dos grupos terroristas”.

O acadêmico político adicionou que seu país está se preparando para os “projetos nacionais e globais mais importantes na próxima década”.

Ativistas de mídia social descreveram os comentários de Abdulla como uma “confissão evidente da interferência de Abu Dhabi na soberania dos países árabes”.

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Os comentários de Abdullah ocorreram em meio a celebrações semioficiais da mídia dos Emirados sobre as recentes decisões tomadas pelo presidente tunisiano, Kais Saied, de congelar o parlamento, que era chefiado pelo líder do partido islâmico Ennahda, Rached Ghannouchi.

As medidas de Saied, tomadas em 25 de maio, foram consideradas pela maioria dos partidos tunisianos como um “golpe contra a constituição”.

Apoiadores da chamada Primavera Árabe de 2011 acusaram repetidamente os Emirados Árabes de “apoiar e financiar contrarrevoluções no Egito, na Líbia, na Tunísia, no Iêmen e outros”. Abu Dhabi negou as acusações.

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