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Palestinos lançam nova campanha pela renúncia de Abbas

Manifestante palestino ergue placa em árabe escrito 'Fora!', em referência ao Presidente da Autoridade Palestina Mahmoud Abbas, durante ato na cidade de Ramallah, Cisjordânia ocupada, 11 de julho de 2021 [ABBAS MOMANI/AFP via Getty Images]

Ativistas palestinos lançaram ontem uma série de campanhas e petições reivindicando a renúncia do Presidente da Autoridade Palestina (AP) Mahmoud Abbas, no poder há mais de 15 anos, segundo informações da agência de notícias Safa.

“Tais campanhas e petições são parte dos direitos consagrados do povo palestino”, observou o escritor e ativista palestino Mohammad Shoukry.

“O próprio Abbas reconheceu tais direitos quando disse na televisão: ‘Quando houver dez pessoas nas ruas pedindo que eu renuncie, renunciarei’”, acrescentou.

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“Nos últimos meses, vimos centenas de pessoas tomarem as ruas por sua renúncia, devido a seu envolvimento no assassinato de Nizar Banat”, reiterou Shoukry, em referência à execução em custódia do ativista político de Hebron (Al-Khalil), no fim de junho.

“Vimos também como a Cisjordânia não pôde proteger os prisioneiros palestinos que escaparam [da penitenciária israelense de Gilboa], pois Abbas, sua Autoridade e seus serviços de segurança perseguiram e combateram qualquer indício de resistência popular contra a ocupação”, argumentou o escritor palestino.

Shoukry acusou Abbas de “ignorar todos os apelos populares por sua renúncia”.

“[Abbas] privou os palestinos de seus direitos básicos, incluindo o direito de realizar eleições livres, adiadas por ele mais de uma vez, porque queria eleições em seus próprios termos”, enfatizou Shoukry, em nome dos ativistas palestinos.

Entre as demandas, está o direito do povo palestino de escolher seus representantes. “Os palestinos merecem ter um presidente que representa seus verdadeiros anseios e que acredita no direito sobre todas as terras palestinas, incluindo Jerusalém”, concluiu.

O mandato de Abbas acabou em 9 de janeiro de 2009, mas o líder idoso jamais cedeu seu posto ao presidente do parlamento, como prevê a lei, e utiliza o faccionalismo como pretexto para impedir eleições executivas ou legislativas e se manter no poder.

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