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Embaixador do Bahrein em Israel apresenta credenciais

Khaled Yousef Al-Jalahmah, embaixador do Bahrein em Israel, 30 junho de 2021 [IsraelinBahrain/Twitter]

Nesta terça-feira (14), Khaled Yousef al-Jalahma — primeiro embaixador barenita em Tel Aviv — enalteceu a “grande honraria” de apresentar suas credenciais ao presidente israelense Isaac Herzog, segundo informações do jornal Times of Israel.

O diplomata também expressou os cumprimentos do Rei do Bahrein Hamad bin Isa al-Khalifa e do príncipe herdeiro Salman bin Hamad al-Khalifa, durante a cerimônia.

“Estados corajosos assumem passos corajosos … os Acordos de Abraão são fruto de visão e poder”, declarou Herzog a al-Jalahma.

Em resposta, o diplomata reiterou tratar-se de esforços históricos: “São passos enormes a um futuro de paz, segurança e prosperidade para todos. Tenho fé de que os acordos abrirão caminho para inspirar todos por um mundo melhor, mais próspero, mais seguro”.

Segundo al-Jalahma, a paz é uma escolha estratégica para o Bahrein.

“Sua Majestade crê que diálogo, compreensão e confiança são princípios elevados e alicerces da cooperação entre os povos e as nações”, prosseguiu. “Tenho fé de que essa medida histórica criará uma base sólida para as relações entre as partes, com base nos valores de tolerância e coexistência dos povos, suas crenças e religiões”.

Antes de sua transferência a Tel Aviv, al-Jalahma serviu como diretor de operações do Escritório de Relações Exteriores do Bahrein, desde 2017. Foi também vice-embaixador da monarquia árabe nos Estados Unidos, entre 2009 e 2013.

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Em seu discurso, o diplomata desejou aos cidadãos israelenses “saúde, bem-estar, segurança, estabilidade e prosperidade” e prometeu trabalhar por relações mutuamente benéficas.

Emirados Árabes Unidos e Bahrein normalizaram laços com Israel em setembro de 2020, ao assinar os chamados Acordos de Abraão — promovidos pelo então presidente americano Donald Trump — em Washington DC.

O pacto entre os regimes árabes e a ocupação israelense foi amplamente condenado por toda a região, sobretudo por palestinos, iranianos e outros.

O presidente israelense descreveu o novo relacionamento como “modelo para o Oriente Médio” e expressou esperanças de que outros países sigam o exemplo.

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