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Ataque houthi deixa ao menos 30 mortos em base saudita no Iêmen

Menino dentre os escombros deixados por bombardeios da coalizão saudita em Sanaa, Iêmen, 2 de julho de 2020 [Mohammed Hamoud/Getty Images]
Menino dentre os escombros deixados por bombardeios da coalizão saudita em Sanaa, Iêmen, 2 de julho de 2020 [Mohammed Hamoud/Getty Images]

Ao menos 30 soldados foram mortos e outros 60 ficaram feridos neste domingo (29) por ataques houthis contra uma base militar da coalizão saudita no sudoeste do Iêmen, reportou um porta-voz das forças meridionais e fontes médicas.

As informações são da agência Reuters.

Os houthis executaram uma série de ataques a drones e mísseis contra a base militar de al-Anad, alegou Mohamed al-Naqeeb, porta-voz das tropas no sul do país.

Segundo Naqeeb, entre 30 a 40 soldados foram mortos e 60 foram feridos, mas o número de baixas pode aumentar conforme avançam operações de resgate no local.

As forças meridionais são parte da coalizão liderada pela Arábia Saudita.

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Duas fontes médicas relataram ainda que diversos corpos chegaram ao principal hospital da província de Lahj, junto de 16 feridos. Não está claro se há civis entre as baixas.

Residentes afirmaram ouvir uma série de explosões na área de al-Anad, localizada 70 km a norte da cidade portuária de Aden. Outros residentes da cidade central de Taiz também reportaram ouvir mísseis disparados dos subúrbios mantidos pelo grupo houthi.

A guerra teve início em 2014, quando rebeldes houthis, ligados ao Irã, capturaram a capital Sanaa e depuseram o presidente Abd Rabbu Mansour Hadi.

Uma coalizão liderada por Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos interveio em março de 2015 para restaurar o governo aliado e reverter os ganhos territoriais houthis. Contudo, o conflito se estendeu, matou dezenas de milhares e causou a pior crise humanitária do mundo.

Os ataques ocorrem após conversas de paz entre a coalizão e os houthis, com apoio da ONU e dos Estados Unidos, atingirem um impasse, sem nenhum meio-termo entre as partes.

As negociações concentram-se em tentativas de suspender o bloqueio contra portos houthis e o aeroporto internacional de Sanaa, em troca de uma eventual trégua.

O atoleiro saudita na Iêmen [Carlos Latuff/Monitor do Oriente Médio]

O atoleiro saudita na Iêmen [Carlos Latuff/Monitor do Oriente Médio]

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