O Presidente da Tunísia Kais Saied reafirmou ontem (22) que “não há volta”, em referência às medidas excepcionais adotadas há cerca de um mês, descritas como golpe de estado.
Em nota, insistiu seu gabinete: “As medidas excepcionais foram tomadas para proteger o estado tunisiano do colapso, perante a crise sem precedentes, e dar fim a escolhas que aumentaram a miséria da população e roubaram sua força e seus recursos”.
“Não há volta”, enfatizou o comunicado em nome de Saied.
Em 25 de julho, Saied apelou ao Artigo 80 da Constituição para destituir o premiê Hicham Mechichi, suspender os trabalhos do parlamento por 30 dias, revogar a imunidade de ministros e outorgar a si próprio com a máxima autoridade executiva do país.
A medida sucedeu uma série de protestos violentos em diversas cidades da Tunísia, contra a abordagem do então governo sobre a crise econômica e o coronavírus. Alguns manifestantes reivindicaram a dissolução do parlamento.
A maioria dos partidos políticos, não obstante, condenou os avanços de Saied, ao descrevê-los como “golpe contra a constituição” e ataque às conquistas revolucionárias de 2011.
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