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Presidente tunisino descreve multidões em campanha de vacinação como ‘crime’

O presidente da Tunísia, Kais Saied, fala durante cerimônia em Túnis, Tunísia, em 22 de março de 2021 [Yassine Gaidi/Anadolu]

O presidente tunisino, Kais Saied, descreveu as multidões resultantes dos Dias Abertos de Vacinação do Ministério da Saúde como um “crime contra a Tunísia”. Ele disse à Al-Arabiya que “pessoas influentes” estavam tentando “espalhar o vírus por todo o país” um dia após a demissão do ministro da Saúde.

“Reunir cidadãos desta forma foi um processo orquestrado por pessoas influentes dentro do sistema político que não visa vacinar as pessoas, mas sim espalhar ainda mais a infecção”, afirmou Saied. “Algumas partes tramaram os detalhes para que ocorresse a debandada e a superlotação.” A “epidemia política” na Tunísia, acrescentou, tem um impacto mais perigoso do que a pandemia do coronavírus.

Vários centros de vacinação na Tunísia testemunharam superlotação de pessoas que vieram em números além das expectativas para serem vacinadas. Isso levou ao fechamento dos centros e à suspensão da campanha de vacinação.

O ministério da Saúde da Tunísia designou terça e quarta-feira (primeiro e segundo dias do Eid Al-Adha) para vacinar todos os indivíduos com mais de 18 anos, desde que eles tenham se registrado na plataforma online Evax. Depois de cadastrados, os indivíduos normalmente recebem uma mensagem informando a data da vacinação e o posto de vacinação a fim de evitar a superlotação e tornar o processo mais ordenado. Até o momento, a campanha tem como alvo apenas pessoas com mais de 50 anos de idade.

O ministro da Saúde, Fawzi Mahdi, foi demitido na terça-feira. O ministro dos Assuntos Sociais, Muhammad Trabelsi, foi nomeado em seu lugar. O primeiro-ministro, Hichem Mechichi, também descreveu a decisão de Mahdi de vacinar os cidadãos no Eid Al-Adha como “um ato criminoso”.

Na terça-feira, o número de infecções por coronavírus registradas no país era de 554.991, com 17.821 mortes e 443.979 pacientes em recuperação. De uma população de 11,7 milhões, apenas 2,4 milhões foram vacinados, 825.410 dos quais receberam uma segunda dose.

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