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Palestinos são torturados e mortos pelo regime de Assad

Menina vasculha os escombros do campo de refugiados palestinos de Yarmouk, na periferia de Damasco, capital da Síria, 15 de novembro de 2020 [Louai Beshara/AFP via Getty Images]

O número de palestinos torturados até a morte na Síria pelo regime de Bashar al-Assad chegou a 631 vítimas desde o início da guerra civil no país, em março de 2011, revelou o Grupo de Ação para os Palestinos na Síria (GAPS).

Segundo as informações, três execuções de refugiados palestinos foram registradas em território sírio desde janeiro deste ano.

Os serviços de segurança sírios, reportou o relatório, emitiram documentos pessoais de dezenas de palestinos mortos às suas famílias.

Tais números, conduto, são descritos como a ponta do iceberg. As estatísticas referem-se somente às mortes sob tortura confirmadas até então. Acredita-se que a prática de ocultação das vítimas por parte do regime decorra em enorme subnotificação.

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O relatório foi divulgado quase um ano após o GAPS estimar que mais de 1.800 palestinos sofreram desaparecimento forçado na Síria, portanto, detidos na vasta rede penitenciária das forças de segurança do regime.

Revelou-se ainda que, em março de 2020, o governo de Assad havia detido ao menos 110 mulheres palestinas e torturado 34 delas até a morte.

O sofrimento dos palestinos na Síria — particularmente árduo em meio ao conflito, ainda em curso — é evidência das contradições de Assad presentes em seu discurso de suposto apoio à causa palestina e oposição a Israel.

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