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Comunidade Palestina no Chile não apóia nenhuma candidatura, mesmo com presidenciável de origem palestina

Presidente da Comunidade Palestina no Chile, Maurice Khamis [Reprodução/ Comunidade Palestina no Chile]

Em entrevista ao The Libero chileno, o presidente da Comunidade Palestina no Chile, Maurice Khamis, afirmou que, como representante, “temos muito respeito pelos processos eleitorais internos no Chile e não apoiamos nenhuma candidatura específica, nem falamos por um processo em particular”.

Na corrida das eleições presidenciais chilenas, Daniel Jadue, membro Partido Comunista do Chile e prefeito da cidade de Recoleta, em Santiago, está liderando as pesquisas, com 14% das intenções de voto, mas empatado tecnicamente com o principal candidato da direita, Joaquim Lavín (com 13%), do partido União Democrática Independente. A pesquisa foi divulgada pela Plaza Pública Cadem em 25 de junho.

O candidato Jadue é neto de imigrantes palestinos e é ativo na causa pela liberdade palestina desde os onze anos de idade.

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O jornal The Libero perguntou a Khamis se seria “um risco” a candidatura presidencial de Jadue misturar a causa palestina com “a causa política do candidato comunista” e “parecer que a causa palestina e o projeto comunista são sinônimos”.

Khamis confirmou o risco e afirmou que esse argumento é utilizado para generalizar o povo palestino como sendo de esquerda. “Mais do que um risco é algo que certos grupos estão tentando instalar para certos propósitos, a realidade é que nossa comunidade é muito diversa, no sentido mais amplo da palavra. Temos representantes de origem palestina nos negócios, na academia, na cultura, no esporte e nas esferas pública e política. Há chilenos de origem palestina de todas as tendências, desde os partidos mais direitistas até os mais esquerdistas”, respondeu Maurice Khamis.

“Somos diversos e transversais e o que nos une é o orgulho de nossa origem, a preocupação com a terra de nossos pais ou avós e para alcançar uma paz justa e duradoura. Mas isso se torna difícil quando vemos que, com base nos rótulos que estão tentando instalar, foi gerado um ressurgimento no Chile da chamada ‘Turkofobia’. Isso é discriminação contra os chilenos de origem árabe em geral e os palestinos em particular, por causa de sua origem. Isso, como qualquer discriminação, nos parece inaceitável”, acrescentou.

“Como representante da Comunidade Palestina, temos muito respeito pelos processos eleitorais internos no Chile e não apoiamos nenhuma candidatura específica, nem falamos por um processo em particular. Somos uma comunidade integrada no Chile e tanto entre os chilenos de origem palestina como na liderança da Comunidade existe uma diversidade de visões políticas, mas o que todos nós queremos é que o Chile esteja indo bem e que juntos construamos um país melhor”, afirmou o presidente da Comunidade Palestina chilena.

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Segundo a Comunidade Palestina do Chile, existem hoje mais de meio milhão de chilenos palestinos e de origem palestina no país, o maior número fora do Oriente Médio.

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