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Egito sentencia influenciadora do TikTok a três anos e absolve filho de magnata dos negócios

Um tribunal no Cairo condenou uma influenciadora do TikTok a três anos de prisão por “violar os valores e princípios da sociedade”.

Minatullah Emad, conhecida como Renad Emad, foi presa em julho do ano passado em um café no bairro de Dokki, no Cairo.

Durante o interrogatório, Renad supostamente admitiu que ela se prostituiu com rapazes por dinheiro.

A promotoria também a acusou de participar do tráfico de pessoas e “explorar” sua irmã mais nova para obter resultados.

Durante o ano passado, várias mulheres influenciadoras das redes sociais foram presas e acusadas de imoralidade, libertinagem e violação dos valores familiares depois de criarem vídeos delas mesmas cantando e dançando ou modelando roupas.

Uma influenciadora, Manar Samy, foi acusada de “instigar instintos” depois de postar um vídeo dançando em uma praia, totalmente vestida.

As acusações foram consideradas degradantes e falsas por defensores dos direitos humanos.

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Em agosto do ano passado, mais de 80.000 pessoas assinaram uma petição para pressionar o governo egípcio a liberar o que se tornou conhecido como as “mulheres TikTok”.

Em 15 de maio, organizações de direitos humanos, incluindo o Comitê de Justiça, assinaram uma declaração condenando a continuação da acusação e do julgamento de criadores de conteúdo TikTok e Likee, incluindo a Renad.

As organizações exigiram que as autoridades egípcias interrompessem os julgamentos, liberassem os réus e encerrassem os casos.

“As organizações signatárias afirmam que estes julgamentos refletem a atitude hostil das autoridades egípcias em relação ao uso gratuito da Internet pelos cidadãos”, disse o comunicado.

“Esses julgamentos também mostram como as autoridades estão procurando monitorar as contas das redes sociais por meio da polícia e do Ministério Público sob o pretexto de proteger os valores familiares.”

A notícia da sentença de Renad chega logo depois que o filho de um magnata dos negócios, que matou Mai Iskander enquanto dirigia seu carro sob a influência de drogas, foi absolvido.

Haitham Kamel Abou Ali estava dirigindo na contramão na estrada em Hurghada quando bateu no carro em que Mai estava viajando.

O caso ecoa o julgamento de estupro do Fairmont Hotel, no qual os críticos questionaram até que ponto os acusados ​​seriam punidos por serem filhos de importantes empresários e altos funcionários egípcios.

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