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Inquérito judicial sobre assassinato de ex-premiê libanês cancela sessão

Rafik Hariri, ex-premiê do Líbano, em 9 de junho de 2003 [Mauricio Lima/AFP/Getty Images]
Rafik Hariri, ex-premiê do Líbano, em 9 de junho de 2003 [Mauricio Lima/AFP/Getty Images]

A corte internacional no Líbano que investiga o assassinato do ex-premiê Rafik Hariri cancelou uma sessão nesta quinta-feira (3), na qual deveria prosseguir com o julgamento de Salim Ayyash, suspeito filiado ao Hezbollah, por sua participação no atentado.

As informações são da agência Anadolu.

O tribunal reportou um grave déficit financeiro, de modo que arrisca encerrar assim suas atividades até julho, caso a questão fiscal não seja abordada.

“Apesar de cortes de pessoal substanciais e reduções no conselho, sem recursos adicionais, a corte terá de fechar suas portas nos próximos meses”, destacou o relator David Tolbert.

Segundo Tolbert, o colapso dos recursos destinados à corte deixa “casos importantes sem solução, em detrimento das vítimas, do combate à impunidade e do estado de direito”.

A corte é financiada na proporção de 51% pelas Nações Unidas e doadores estrangeiros e 49% pelo governo do Líbano. Em março, a ONU destinou US$15.5 milhões ao tribunal — contudo, valor ainda insuficiente para preservar seu mandato.

Em dezembro, Ayyash — cujo paradeiro é desconhecido — foi condenado in absentia a cinco penas perpétuas pelo assassinato de Hariri, em 14 de fevereiro de 2005. O ex-premiê foi morto, junto de 22 pessoas, em uma ataque à bomba contra seu comboio, em Beirute.

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