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Ato na Indonésia condena apoio dos EUA a Israel

Muçulmanos oram em solidariedade ao povo palestino, em Yogyakarta, Indonésia, 21 de maio de 2021 [Ulet Ifansasti/Getty Images]
Muçulmanos oram em solidariedade ao povo palestino, em Yogyakarta, Indonésia, 21 de maio de 2021 [Ulet Ifansasti/Getty Images]

Mais de mil cidadãos indonésios reuniram-se após as orações islâmicas de sexta-feira em frente à embaixada dos Estados Unidos em Jacarta, capital da Indonésia, para denunciar o apoio de Washington à ocupação sionista e às violações contra os palestinos.

Os manifestantes organizaram marchas a partir de diversas mesquitas e seguiram até a embaixada americana, sob forte presença policial, reportou a Associated Press.

O protesto interrompeu o tráfego sob palavras de ordem como “Salve os palestinos”.

Autoridades locais exortaram os manifestantes a manter o distanciamento social durante o ato, organizado pela Associação dos Estudantes Muçulmanos e outros grupos.

A mídia local reportou manifestações semelhantes em ao menos outras dez cidades do país, nesta sexta-feira (21).

A Indonésia é o maior país islâmico do mundo em termos de população e não possui relações diplomáticas oficiais com o estado sionista, tampouco embaixada israelense.

LEIA: Grupo da Indonésia expressa solidariedade aos palestinos em Al-Aqsa

Jacarta costuma posicionar-se a favor dos palestinos. O presidente Joko Widodo condenou os recentes ataques israelenses contra a Faixa de Gaza.

Um cessar-fogo entrou em vigor na sexta-feira, após onze dias de bombardeios.

Desde 13 de abril, a situação nos territórios palestinos ocupados escalou gravemente, após ataques brutais de colonos e forças israelenses em Jerusalém ocupada, sobretudo na Mesquita de Al-Aqsa e no bairro de Sheikh Jarrah, onde doze famílias sofrem ameaça de expulsão.

Tensões na Faixa de Gaza alcançaram um novo ápice após Israel lançar uma operação militar de larga escala, em 10 de maio, que resultou em sucessivos massacres contra áreas civis e destruição generalizada de edifícios residenciais e infraestrutura.

A brutal agressão israelense contra a Cisjordânia ocupada e cidades árabes no território considerado Israel — isto é, ocupado durante a Nakba ou “catástrofe”, via limpeza étnica, em 1948 — deixou até então 274 mortos, incluindo 70 crianças, 40 mulheres e 17 idosos.

Mais de 8.900 pessoas ficaram feridas — dentre as quais, 90 em estado grave.

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