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Israel enfrenta ameaças perigosas devido à falta de proteção contra drones

Modelo do drone SkyStriker da Elbit Systems de Israel, apelidado de "drone suicida" [Facebook]
Modelo do drone SkyStriker da Elbit Systems de Israel, apelidado de "drone suicida" [Facebook]

A proteção de Israel contra ataques com drones é extremamente pobre, disse Netanyahu Engelman, da Controladoria Estadual, em novo relatório, desencadeando um jogo de acusações sobre quem exatamente é responsável por expor o país a ameaças perigosas à sua segurança nacional.

O relatório, que abrange o período de outubro de 2019 a junho de 2020, constatou que até 78 por cento do exército israelense não tem proteção contra ataques com drones. “A ampliação do uso de drones traz consigo muitas vantagens, mas o constante avanço da tecnologia e a facilidade de aquisição traz consigo a obrigação de lidar com o desenvolvimento da vigilância, do crime e da ameaça à segurança, que inclui perigos para as vidas dos seres humanos e para a defesa nacional”, diz Engman no Jerusalem Post, que publicou detalhes do relatório.

Destacando a escala do problema, ao mesmo tempo em que expõe a dura realidade da capacidade de defesa de Israel, Englman disse que, em julho de 2020, havia 30 mil drones operando em Israel, esses realizaram 90 mil voos somente na região de Tel Aviv durante o último ano. Afirma-se que a grande maioria deles não está registrada e não há soluções tecnológicas para segui-los ou impor limites.

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Há uma forte discordância sobre quem é o culpado, especialmente porque o problema destacado no relatório foi levantado em 2017. Discordâncias sobre linhas de autoridade; a falta de compartilhamento de informações e a divisão de responsabilidades são consideradas razões para o lapso na segurança. A recomendação do Englman foi de que a polícia e a Autoridade de Aviação Civil cooperassem para estabelecer a verdadeira infraestrutura para responsabilizar indivíduos por crimes envolvendo drones.

O governo israelense foi duramente criticado no relatório por transferir operações para fora da capital israelense Tel Aviv. Segundo Englman, a mudança prejudicou a capacidade de inteligência do exército, ao transferir grandes porções de suas unidades para a área de Beersheba, sem cumprir os compromissos de tornar a mudança mais suave para o pessoal de inteligência. Cerca de 93 por cento do pessoal de inteligência que deve trabalhar no sul não reside lá. Muitos têm famílias e não podem se mudar facilmente.

Como resultado, advertiu o relatório, os principais oficiais de inteligência estão partindo para o setor privado a fim de evitar ter que se mudar para o sul.

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