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EUA consideram sanções por acordo de US$400 bi entre China e Irã

Ministro de Relações Exteriores do Irã Mohammad Javad Zarif (à esquerda) encontra-se com sua contraparte chinesa Wang Yi (segundo à direita), em Teerã, 27 de março de 2021 [AFP via Getty Images]
Ministro de Relações Exteriores do Irã Mohammad Javad Zarif (à esquerda) encontra-se com sua contraparte chinesa Wang Yi (segundo à direita), em Teerã, 27 de março de 2021 [AFP via Getty Images]

Os Estados Unidos planejam avaliar um acordo de US$400 bilhões recém assinado entre China e Irã neste fim de semana, com o objetivo de apurar a possibilidade de acionar sanções conforme a lei americana, segundo informações da agência Anadolu.

“Nós obviamente daremos uma olhada para garantir que qualquer sanção necessária seja implementada em relação a este pacote”, declarou Jen Psaki, porta-voz da Casa Branca, nesta segunda-feira (29). “Porém, ainda não analisamos este acordo específico, até então”.

No sábado (27), Teerã e Pequim anunciaram um acordo de cooperação estratégica de 25 anos como parte da Iniciativa do Cinturão e da Rota – enorme projeto de infraestrutura promovido pela China para conectar a Ásia Oriental à Europa.

Segundo fontes, o longevo acordo também abrange cooperação em defesa, o que incita receios devido a tensões crescentes entre China e Irã, por um lado, e potências ocidentais, além de recentes exercícios militares na região do Golfo Persa.

Uma nota conjunta emitida após a assinatura do acordo reportou que ambos os países pretendem “promover uma parceria estratégica abrangente de desenvolvimento”.

O pacto estimado em US$400 bilhões foi negociado desde janeiro de 2016, quando o presidente chinês Xi Jinping tornou-se o primeiro líder mundial a visitar o Irã, após a assinatura do Plano de Ação Conjunta Global ou acordo nuclear de 2015.

LEIA: Irã e China assinam acordo de cooperação de 25 anos

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