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Docentes são contrários a colaboração da UNB com apartheid israelense

Márcia Abrahão, reitora da Universidade de Brasília, em 29 de março de 2018 [Valter Campanato/Agência Brasil]
Brasília - A reitora da Universidade de Brasília (UnB), Márcia Abrahão, fala sobre o déficit orçamentário da UnB previsto para este ano (Valter Campanato/Agência Brasil)

Moção de repúdio à colaboração da Universidade de Brasília UnB) com empresas israelenses foi aprovada pelos docentes durante a Assembleia Geral da Adunb (Associação dos dos Docentes da Universidade de Brasília) na segunda-feira (22).

A reitora da universidade, Márcia Abrahão, divulgou em fevereiro um encontro com o embaixador de Israel, Yossi Shelley, e propostas de cooperação discutidas, como o “fortalecimento da relação com empresas israelenses” através do Parque Científico e Tecnológico da UNB (PCTec/UnB). Em resposta, um grupo de docentes e discentes enviou uma carta de protesto à reitoria.

“O posicionamento contrário à proposta de colaboração se dá por se tratar de uma cooperação com Israel, um Estado de apartheid, fato este amplamente conhecido e mais recentemente reiterado no relatório da ONG israelense de Direitos Humanos B´Tselem“, afirma a carta da Adunb organizada pelos docentes Odete Messa Torres, Muna Muhammad Odeh, Thiago Melo, Claudio Lorenzo e Carolina Calvo.

A moção foi aprovada na assembleia com 35 votos favoráveis, dois contrários e seis abstenções. O texto afirma que faltou uma declaração à comunidade universitária identificando quais seriam as colaborações acordadas, com quais instituições e empresas. Também pedem que esclareçam se as tecnologias trazidas de Israel são fabricadas, ou tem sua matéria-prima extraída, em territórios ocupados ilegalmente.

Outras Universidades do mundo que se posicionaram de forma contrária a acordos com Israel são citadas na carta, como as Universidades de Ilinois e Columbia. Por fim, a Adunb se posiciona “frontalmente contrária a qualquer cooperação com o Estado de apartheid de Israel, o que afrontaria princípios fundamentais, como direitos humanos e convenções internacionais. Assim, reitera a reivindicação de que a reitora mantenha a UnB como um espaço livre de apartheid.”

LEIA: Comunidade acadêmica da UNB se manifesta contra parceria com Israel

O assunto será discutido de forma aprofundada na próxima sexta-feira, 26 de março, às 15 horas, durante uma entrevista ao vivo com a professora de Saúde Pública, Muna Muhammad Odeh. A transmissão faz parte do semanal “Memo Conversa” e pode ser acompanhada pelos canais do Monitor do Oriente Médio.

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