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EUA pressionam a China sobre os direitos dos muçulmanos uigures com nova lei comercial

Turcos uigures que vivem em Istambul, que não podem entrar em contato com seus parentes na Região Autônoma Uigur de Xinjiang, se reúnem para protestar contra a China em frente ao Consulado Geral da China no distrito de Sariyer em Istambul, Turquia, em 15 de fevereiro de 2021. [Ahmet Bolat/Anadolu Agency]
Turcos uigures que vivem em Istambul, que não podem entrar em contato com seus parentes na Região Autônoma Uigur de Xinjiang, se reúnem para protestar contra a China em frente ao Consulado Geral da China no distrito de Sariyer em Istambul, Turquia, em 15 de fevereiro de 2021. [Ahmet Bolat/Anadolu Agency]

A Câmara dos Representantes dos EUA reintroduziu na quinta-feira um projeto de lei comercial bipartidário que proibirá as importações da região chinesa de Xinjiang que não tiverem certificados de que foram produzidos sem trabalho forçado, informou a Reuters.

O projeto de lei vai autorizar o presidente dos EUA a aplicar sanções contra qualquer responsável pelo tráfico de trabalhadores de minorias uigures ou outros muçulmanos em Xinjiang. A região é líder na produção de algodão e produtos de algodão.

“Assistimos com horror quando o governo chinês primeiro criou e depois expandiu um sistema de campos extrajudiciais de internamento em massa visando uigures e minorias muçulmanas”, disse o representante democrata Jim McGovern ao reintroduzir o projeto.

Enquanto isso, de acordo com um relatório publicado pela Heritage Foundation, entre 1,8 milhão e 3 milhões de uigures foram coletivizados e internados em campos de reeducação política na China desde 2018.

Os uigures são uma minoria turca muçulmana que vive em Xinjiang, no noroeste da China. Existem cerca de 11 milhões deles na região.

LEIA: Uigures fazem protesto em frente à embaixada chinesa na Turquia

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