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Uigures fazem protesto em frente à embaixada chinesa na Turquia

Manifestação em apoio aos uigures e contra as violações dos direitos humanos na China, em 27 de dezembro de 2019. [Abdulhamid Hoşbaş/Agência Anadolu]
Manifestação em apoio aos uigures e contra as violações dos direitos humanos na China, em 27 de dezembro de 2019. [Abdulhamid Hoşbaş/Agência Anadolu]

Os turcos uigures que não têm notícias de suas famílias que vivem no Turquestão Oriental fizeram um protesto na sexta-feira (5) em frente à embaixada chinesa na Turquia, informou a Agência Anadolu.

Eles seguravam faixas dizendo: “Onde está minha família?” e “Libertar minha família”.

O porta-voz do grupo, Mirzehmet Ilyasoglu, exortou o mundo a levantar a voz contra esses crimes contra a humanidade.

Ele acrescentou que outro protesto que começou em frente ao Consulado Geral da China em Istambul entrou em seu 46º dia.

Hanefi Sinan, chefe da seção de Ancara do Sindicato dos Empregados Municipais e Administrativos Especiais da Turquia, que estava no protesto, disse que eles não podiam permanecer calados diante da opressão, não importa onde ela ocorra no mundo.

A região de Xinjiang na China [Turquistão Oriental] é o lar de cerca de 10 milhões de uigures. O grupo muçulmano turco, que representa cerca de 45% da população de Xinjiang, há muito acusa as autoridades chinesas de discriminação cultural, religiosa e econômica.

LEIA: Embaixada da China em Bagdá responde a acusações dos EUA de abusos de direitos humanos

A China intensificou suas restrições à região nos últimos dois anos, proibindo homens de deixarem barba e mulheres de usar véu e introduzindo o que muitos especialistas consideram o programa de vigilância eletrônica mais extenso do mundo, de acordo com o Wall Street Journal.

Até 1 milhão de pessoas, ou cerca de 7% da população muçulmana em Xinjiang, foram encarcerados em uma rede em expansão de campos de “reeducação política”, de acordo com funcionários dos EUA e especialistas da ONU.

Um relatório da Human Rights Watch de 2018 detalhou uma campanha do governo chinês de “detenção arbitrária em massa, tortura, doutrinação política forçada e vigilância em massa dos muçulmanos de Xinjiang”.

A China, no entanto, negou repetidamente as alegações de estar operando campos de detenção em sua região autônoma do noroeste, alegando que estão “reeducando” os uigures.

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