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58 países denunciam prática de detenção arbitrária

Ministro de Relações Exteriores do Canadá Marc Garneau lança a chamada Declaração contra a Detenção Arbitrária, em videoconferência realizada em 15 de fevereiro de 2021 [Marc Garneau/Twitter]
Ministro de Relações Exteriores do Canadá Marc Garneau lança a chamada Declaração contra a Detenção Arbitrária, em videoconferência realizada em 15 de fevereiro de 2021 [Marc Garneau/Twitter]

O Canadá lançou ontem (15) a Declaração contra a Detenção Arbitrária, em denúncia a prisões abusivas empreendidas contra cidadãos estrangeiros por perseguição política.

Estados Unidos e 58 países anunciaram apoio à declaração não-vinculativa, que pretende “proteger cidadãos de todos os países que vivem, trabalham e viajam ao exterior”.

O documento lançado oficialmente pelo Ministro de Relações Exteriores do Canadá Marc Garneau é parte das tentativas do governo do premiê Justin Trudeau de libertar dois cidadãos canadenses detidos na China desde 2018.

O governo canadense, porém, reiterou que a declaração é voltada para combater a prática em todo o mundo, incluindo em países como Coreia do Norte, Irã e Rússia.

“É hora de mandarmos uma mensagem clara a cada governo que detém arbitrariamente cidadãos estrangeiros e tenta utilizá-los como vantagem. Não será tolerado pela comunidade internacional”, declarou o Secretário de Estado dos Estados Unidos Antony Blinken, em nota.

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Departamento de Estado dos Estados Unidos reitera repúdio à detenção arbitrária internacional

O Secretário de Relações Exteriores do Reino Unido Dominic Raab destacou a urgência de cooperação entre os países para combater devidamente a prática de prisão arbitrária de cidadãos estrangeiros e binacionais.

Detenções arbitrárias são vastamente utilizadas pelos regimes autoritários do Oriente Médio.

Roger D. Carstens, enviado especial da presidência dos Estados Unidos, comentou em sua página do Twitter: “Hoje marca quatro anos desde que o cidadão americano Majd Kamalmaz foi abduzido em um posto de controle na Síria”.

“Sua família não tem informações sobre Majd desde então, mas pensa nele todos os dias. Estamos comprometidos em apoiar a família e trazê-lo para a casa”, reiterou Carstens.

Ibrahim Kamalmaz, filho de Majd, também comentou: “Em nome de minha família, expresso enorme gratidão ao compromisso do enviado especial Roger D. Carstens em trazer nosso pai para a casa assim que possível”.

Prosseguiu Ibrahim: “A detenção arbitrária de indivíduos inocentes e não-políticos, como meu pai, jamais deveria ocorrer”.

O jornalista Omid Memarian escreveu: “Esta Declaração contra a Detenção Arbitrária é um passo decisivo para dar fim ao dilema dos reféns, capturados e utilizados por estados como Irã, Arábia Saudita, Egito e outros”.

“O Irã, em particular, usa cidadãos estrangeiros e binacionais como ferramentas para ganhos políticos, resultando em enorme sofrimento humano”, concluiu Memarian.

A ativista por direitos das mulheres Loujain al-Hathloul foi recentemente libertada pela Arábia Saudita, após passar mais de mil dias em detenção arbitrária, inclusive sob tortura e outras agressões.

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