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Houthis atrasam inspeção da ONU sobre petroleiro danificado na costa do Iêmen

Stéphane Dujarric, porta-voz do Secretariado-Geral da ONU [Wikipedia]
Stéphane Dujarric, porta-voz do Secretariado-Geral da ONU [Wikipedia]

As Nações Unidas expressaram “profunda preocupação” sobre o atraso do grupo houthi em garantir segurança a especialistas para examinar um petroleiro ancorado na costa do Iêmen desde 2015, cujo vazamento pode incidir em um desastre econômico e ambiental.

Em 2020, autoridades houthis aprovaram um plano da ONU para visitar o local e avaliar o petroleiro Safer, cuja unidade flutuante de armazenamento e transferência (FPSO) demonstra risco de catástrofe com carga de 1.1 milhões de barris de petróleo cru.

Contudo, na terça-feira (2), Stéphane Dujarric, porta-voz das Nações Unidas, afirmou à imprensa que os houthis não responderam a múltiplos pedidos por um documento que conceda garantias de segurança às equipes internacionais.

Segundo Dujarric, a carta solicitada tem como objetivo facilitar o aluguel de embarcações técnicas necessárias à operação, sem a qual o custo da missão deverá aumentar em “centenas de milhares de dólares”.

“Estamos também muito preocupados com os indícios de que autoridades houthis consideram reavaliar sua aprovação formal à missão”, prosseguiu. “Oficiais houthis aconselharam a ONU a interromper certos preparativos à espera do processo, que pode criar novos atrasos”.

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Os profissionais e seus equipamentos para inspeção estavam previstos para chegar ao petroleiro no fim de janeiro ou início de fevereiro. Entretanto, na quarta-feira (3), Dujarric anunciou que a data de chegada foi adiada, a princípio, para o início de março.

O petroleiro Safer está atracado no terminal de Ras Issa, 60 km ao norte do porto de Hudaydah, área mantida pelos rebeldes houthis no país assolado pela guerra.

Segundo oficiais da ONU, houve vazamento de água na sala de máquinas da embarcação ao menos duas vezes, desde 2015.

Na última quinta-feira (28), o governo iemenita reconhecido internacionalmente acusou os houthis de voltar atrás em seu compromisso sobre a crise do petroleiro Safer.

Em julho, Mohammed Ali Al-Houthi, membro de destaque do Conselho Político Supremo, órgão administrativo estabelecido pelos houthis, alegou que uma equipe de manutenção foi enviada ao local, mas que o acesso de equipamentos foi obstruído pela coalizão militar saudita.

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