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Situação escala e doze refugiados são mortos no norte da Síria, relata ONU

Mulheres sírias caminham sob escolta de uma combatente das Forças Democráticas Sírias (FDS) no campo de refugiados de Al-Hol, na Síria, em 17 de fevereiro de 2019 [Bulent Kilic/AFP/Getty Images]
Mulheres sírias caminham sob escolta de uma combatente das Forças Democráticas Sírias (FDS) no campo de refugiados de Al-Hol, na Síria, em 17 de fevereiro de 2019 [Bulent Kilic/AFP/Getty Images]

A Organização das Nações Unidas (ONU) relatou o assassinato de doze habitantes de um campo de refugiados que abrigar familiares de combatentes do Daesh (Estado Islâmico), ao destacar a “deterioração das condições de segurança” no nordeste da Síria.

Segundo Stephane Dujarric, porta-voz da ONU, doze residentes iraquianos e sírios no infame campo de Al-Hol foram assassinados desde o início do ano até 16 de janeiro. Entre os mortos, uma mulher refugiada do Iraque.

Em coletiva de imprensa na sede das Nações Unidas, na cidade de Nova York, Dujarric alertou nesta quinta-feira (21) que “tais eventos perturbadores indicam um aumento insustentável no ambiente de segurança de Al-Hol”.

Dujarric observou ainda que a situação instável pode “prejudicar a habilidade da ONU e seus parceiros humanitários em entregar assistência crítica aos residentes locais”.

Os campos para refugiados no nordeste da Síria, como Al-Hol e Roj, são mantidos por grupos armados curdos filiados às Unidades de Proteção Popular (YPG) e Forças Democráticas Sírias (FDS) – que representam oposição ao regime de Bashar al-Assad.

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Embora muitos indivíduos nos campos sejam estrangeiros que viajaram à Síria para filiar-se ao Daesh, alguns anos após eclodir a revolução e subsequente guerra civil no país, civis iraquianos e sírios representam a maioria dos habitantes.

Segundo relatos, Al-Hol abriga cerca de 62.000 pessoas.

Apesar da ampla derrota militar e territorial do Daesh, há receios de que os campos possam tornar-se foco de extremismo e eventual ressurgimento do grupo terrorista, ao abrigar indivíduos manipulados a apoiar sua ideologia.

Tais temores agravaram-se pelas condições humanitárias em franca deterioração, que resultaram em mais de 500 mortos registrados, no ano de 2019.

Na quarta-feira (20), Mark Lowcock, chefe de assistência humanitária da ONU, exortou os grupos curdos a melhorar as condições de vida nos campos, ao citar a presença de crianças menores de doze anos, sujeitas a “situações inaceitáveis” e “incidentes violentos”.

Declarou Lowcock: “A responsabilidade pela segurança nos campos recai às autoridades locais. A segurança deve ser fornecida de modo que não imponha risco aos residentes ou viole seus direitos, além de não restringir seu acesso humanitário”.

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