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UNRWA espera melhorar relações com os Estados Unidos sob Biden

A agência da ONU alegou expectativas de que os Estados Unidos deem fim ao boicote contra seus serviços humanitários, após a posse do presidente eleito Joe Biden

A Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina (UNRWA) afirmou hoje (14) ter expectativas de que os Estados Unidos deem fim ao boicote contra seus serviços humanitários, após a posse do presidente eleito Joe Biden, em 20 de janeiro.

Em coletiva de imprensa realizada na sede da agência, na Cidade de Gaza, o comissário-geral Philippe Lazzarini reportou “uma crise financeira sem precedentes durante o último ano” e destacou que a conjuntura afetou o pagamento de salários aos profissionais em campo.

A comunidade internacional “está ciente dos detalhes da crise vivenciada pela UNRWA”, explicou Lazzarini, ao observar que a entidade “bateu em todas as portas para obter novas fontes de financiamento”, a fim de efetuar pagamentos referentes a novembro e dezembro.

LEIA: Ajuda humanitária e compromisso dos dois estados lançam outra rodada de subjugação palestina

Até 2018, os Estados Unidos representavam o maior doador à UNRWA – com cerca de US$350 milhões por ano, mais de um quarto do orçamento de US$1.2 bilhão. Entretanto, o envio de recursos humanitários foi cortado pelo governo do Presidente Donald Trump.

Em relação ao programa alimentar da agência das Nações Unidas, Lazzarini afirmou que sua organização estabeleceu um novo sistema que pretende priorizar a população carente em todas as regiões de Gaza, diante do aumento nas taxas de pobreza.

Lazzarini descreveu o período recente como “difícil à UNRWA e aos refugiados de todo o mundo” e reiterou: “O ano passado viveu incidentes políticos, sociais e econômicos, além da pandemia de coronavírus, que agravou o sofrimento dos povos, sobretudo os mais pobres”.

“A população carente e os refugiados palestinos são os mais vulneráveis em termos de exposição ao coronavírus, dado que os efeitos da doença sobre eles são ainda maiores”, reiterou Lazzarini, ao prometer um papel fundamental da agência no processo de vacinação.

Gaza registrou 46.000 casos de covid-19 desde março, com 464 fatalidades.

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