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Imagens circulam online de um menino iemenita paralisado e severamente desnutrido

Criança desnutrida recebe tratamento no hospital de Sabeen, em Sanaa, capital do Iêmen, 7 de outubro de 2019 [Mohammed Hamoud/Agência Anadolu]
Criança desnutrida recebe tratamento no hospital de Sabeen, em Sanaa, capital do Iêmen, 7 de outubro de 2019 [Mohammed Hamoud/Agência Anadolu]

Imagens de um menino iemenita paralisado e severamente desnutrido circularam nas redes sociais e voltaram a destacar a dimensão do custo humanitário imposto pela guerra saudita, com apoio dos Estados Unidos, que aproxima-se de seu sexto ano consecutivo no Iêmen.

Nesta terça-feira (5), uma reportagem da Reuters revelou que o menino, com apenas 7 quilogramas, mal sobreviveu à jornada de sua família para levá-lo a um hospital na capital Sanaa, após deixarem a província setentrional de Al-Jawf.

A rota, com cerca de 170 quilômetros de extensão, inclui postos de controle militares e estradas danificadas pela guerra.

Menino iemenita com apenas 7 quilos recebe tratamento em um hospital de Sanaa, Iêmen, 29 de dezembro de 2020 [Mohammed Hamoud/Getty Images]

Menino iemenita com apenas 7 quilos recebe tratamento em um hospital de Sanaa, Iêmen, 29 de dezembro de 2020 [Mohammed Hamoud/Getty Images]

“Ele estava quase morto quando chegou aqui. Graças a Deus, conseguimos fazer todo o necessário e ele está melhorando. Ele sofre de paralisia cerebral e severa desnutrição”, declarou Rageh Mohammed, médico supervisor da ala para pacientes desnutridos do hospital al-Sabeen, em Sanaa.

A família do menino, porém, não pode pagar por seus remédios ou tratamento; portanto, depende de doações.

Ainda assim, trata-se de apenas uma das muitas crianças que sofrem de desnutrição e doenças graves devido à guerra, que escalou em 2015, após a intervenção da Arábia Saudita e países aliados.

Até então, o conflito resultou em mais de 100.000 mortos e levou o Iêmen a uma verdadeira epidemia de fome, agravada pela pandemia de coronavírus, além de enchentes, pragas nas plantações e queda significativa no envio de recursos humanitários, em 2020.

Rageh Mohammed afirmou ainda que os casos de desnutrição aumentam dia após dia e que a situação de miséria força os pais a recorrerem a doações e ajuda internacional urgente para cuidar de suas crianças doentes.

Estima-se que 80% da população iemenita dependa de assistência humanitária para sobreviver. Diante deste quadro, a ONU descreveu reiteradamente a conjuntura no Iêmen como a pior crise humanitária no mundo.

LEIA: Centenas de milhares de crianças do Iêmen morrerão em poucos meses, diz ONU

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