Um homem palestino está agora paraplégico após ser baleado no pescoço por forças israelenses na Cisjordânia ocupada, reportou o Ministério da Saúde da Autoridade Palestina.
Haron Abu Aram, 24 anos, foi baleado na sexta-feira (1°), na aldeia de Al-Tuwanah, ao sul de Hebron (Al Khalil), quando tentou impedir soldados da ocupação de “roubar seu gerador elétrico”, segundo informações da agência de notícias Wafa.
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“Microcosmo horrendo do apartheid na Cisjordânia … Haron Abu Aram tenta desesperadamente resgatar seu gerador elétrico confiscado por soldados de Israel. Então é baleado. Está agora em estado grave’, relata o jornalista e ativista Ben White
Haron foi internado em estado grave no hospital de Yatta, antes de ser transferido para o Hospital Ahli, na cidade de Hebron.
No vídeo do incidente, soldados israelenses atacam o jovem palestino, descalço, com golpes na cabeça, além de agredir outros três palestinos. Então, ouve-se um disparo de arma de fogo e a câmera subitamente volta ao corpo inconsciente de Haron.
Segundo o grupo israelense de direitos humanos B’Tselem, a vítima ajudava na construção da casa de seu vizinho, quando ocorreu o ataque.
Em 25 de novembro, o exército israelense demoliu a residência de Haron sob o pretexto de falta de alvarás de construção. Tais licenças, porém, são raramente concedidas aos palestinos locais pelas autoridades da ocupação, sobretudo em Jerusalém Oriental.
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Nenhum alvará de construção foi emitido aos palestinos por Israel, na chamada área C, sob ameaça de anexação ilegal, em 2015
Os alvarás israelenses são taxados com preços abusivos, análogos a extorsão e inacessíveis à maioria dos palestinos sob ocupação, a fim de criar uma lacuna jurídica para que Israel efetivamente anexe terras e impeça a população árabe nativa de desenvolver infraestrutura.
“Os soldados chegaram com a intenção de confiscar equipamentos que a família utilizava para a construção, incluindo um gerador”, reportou a B’Tselem, em nota. “Abu Aram foi baleado no pescoço à queima-roupa, quando ele e outros palestinos tentaram reaver o gerador”.
A campanha em curso de demolição de casas palestinas e construção de assentamentos ilegais por Israel, acelerada pela recente normalização com os Emirados Árabes Unidos, tornou-se uma fonte majoritária de receios referentes à limpeza étnica e expansão colonial.
Em 2020, Israel demoliu residências pertencentes a mais de 900 palestinos nos territórios ocupados da Cisjordânia e Jerusalém Oriental, segundo dados da B’Tselem.







