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ONU pede investigação sobre casos de quatro adolescentes feridos por Israel em menos de duas semana

Um menino palestino carrega uma bandeira nacional em protesta contra a proibição israelense de construção de um campo de jogos para deficientes na cidade ocupada de Salfit, na Cisjordânia, perto do assentamento ilegal Ariel, de Israel, em 28 de outubro de 2020. [Jaafar Ashtiyeh via Getty Images]
Um menino palestino carrega uma bandeira nacional em protesta contra a proibição israelense de construção de um campo de jogos para deficientes na cidade ocupada de Salfit, na Cisjordânia, perto do assentamento ilegal Ariel, de Israel, em 28 de outubro de 2020. [Jaafar Ashtiyeh via Getty Images]

O Escritório de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU) nos territórios palestinos pediu na quarta-feira uma investigação transparente sobre os disparos de Israel contra várias crianças palestinas na Cisjordânia ocupada, causando ferimentos graves nas vítimas.

O escritório da ONU confirmou em um comunicado que os soldados israelenses feriram gravemente pelo menos quatro crianças palestinas com munição real e balas de metal revestidas de borracha em incidentes separados na Cisjordânia ocupada nas últimas semanas.

O comunicado aponta uso de força potencialmente letal contra crianças que não representavam risco de vida nem de ferimentos graves para os soldados ou qualquer outra pessoa.

Um menino de 16 anos foi baleado no peito e gravemente ferido na cidade de Al-Bireh em 29 de novembro.

Um dia antes desse fato, soldados dispararam contra o peito de um menino de 16 anos na cidade de Silwad, perto de Ramallah.

LEIA: Mais de 400 crianças foram detidas por Israel desde o início de 2020

Durante protestos na aldeia Kafr Qaddum, no norte da Cisjordânia, em 27 de novembro, a vítima foi outro garoto de 16 anos ferido no peito com uma bala de metal revestida de borracha.

Em 17 de novembro, um menino garoto de 15 anos voltava da escola, e foi atingido no olho direito por bala das forças israelenses que ricocheteou no campo de refugiados de Qalandia, ao norte de Jerusalém.

“O Escritório de Direitos Humanos da ONU apela a Israel para que investigue prontamente, de forma transparente e independente todos os casos de uso da força [do exército israelense] que levaram a mortes ou ferimentos e responsabilize os responsáveis”, insistia o comunicado.

“De acordo com o direito internacional, o uso de força letal só é permitido como medida de último recurso, em uma ameaça à vida ou a graves graves”, acrescentou o comunicado, observando que “o lançamento de pedras não parece constituir tal ameaça.”

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