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Chancelaria da França quer retomar o acordo nuclear iraniano, mas condena ataques houthis

Usina nuclear de Bushehr, no Irã, 10 de novembro de 2019 [Fatemeh Bahrami/Agência Anadolu]
Usina nuclear de Bushehr, no Irã, 10 de novembro de 2019 [Fatemeh Bahrami/Agência Anadolu]

O Ministério de Relações Exteriores da França reiterou desejar que Estados Unidos e Irã retornem ao acordo nuclear, ao mesmo tempo em que repudiou os ataques do grupo iemenita houthi a alvos da Arábia Saudita, ao descrevê-los como violação da lei internacional.

Segundo o site de notícias saudita Al-Arabiya, uma porta-voz da chancelaria francesa declarou: “Estamos acompanhando a situação entre Estados Unidos e Irã com preocupação, pois carrega riscos de segurança regional”.

Prosseguiu: “Os iranianos ecoaram nossos apelos por comedimento e ninguém ali reivindicou qualquer retaliação imediata.”

A oficial francesa abordou o acordo nuclear iraniano e a possibilidade da nova administração dos Estados Unidos, sob liderança do presidente eleito Joe Biden, retomar a implementação do pacto internacional.

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“O Acordo de Viena é essencial para que o Irã jamais adquira armas nucleares”, afirmou, ao observar que a posição de seu ministério é expandir o acordo para controlar melhor o desenvolvimento do programa nuclear iraniano.

Paralelamente, a chancelaria francesa condenou o grupo iemenita houthi por seus ataques contra alvos da Arábia Saudita, ao classificá-los como atos de guerra por procuração em nome do Irã, além de violação da lei internacional.

Em 2015, uma coalizão liderada pela Arábia Saudita lançou uma severa intervenção militar contra o Iêmen, a fim de restaurar o governo aliado.

Os rebeldes houthis então conduziram uma série de ataques contra o reino vizinho e danificaram bases do exército saudita, instalações de petróleo e áreas civis, por meio de ataques a mísseis.

O último ataque ocorreu na semana passada, contra uma instalação de petróleo na cidade costeira de Jeddah. O grupo paramilitar houthi reivindicou responsabilidade pelo incidente.

A França condenou reiteradamente os houthis e seus ataques contra a Arábia Saudita e representa um dos países a acusar o Irã de responsabilidade pelo atentado de larga escala contra uma instalação da empresa petrolífera saudita Aramco, em setembro de 2019.

Na ocasião, o governo francês enviou especialistas ao reino para investigar o caso.

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