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Estabelecer Jerusalém como capital palestina é um direito ‘inalienável’, reitera Argélia

Presidente da Argélia Abdelmadjid Tebboune, em Argel, 21 de janeiro de 2020 [Ryad Kramdi/AFP/Getty Images]
Presidente da Argélia Abdelmadjid Tebboune, em Argel, 21 de janeiro de 2020 [Ryad Kramdi/AFP/Getty Images]

O direito do povo palestino de ter um estado independente com Jerusalém como capital não está à venda, afirmou na quarta-feira (24) o Presidente da Argélia Abdelmadjidd Tebboune, durante a 75ª sessão da Assembleia Geral da ONU, realizada online.

“Mais uma vez, nós [Argélia] expressamos nosso firme apoio ao povo palestino e ao direito inalienável e não-negociável de estabelecer seu estado independente e soberano com Jerusalém como capital”, declarou Tebboune, ao reiterar que a causa palestina permanece “sagrada para a Argélia e seu povo”.

No domingo (20), Tebboune afirmou à mídia local que havia uma “luta em direção à normalização com Israel”, ao destacar que a Argélia não fará parte deste processo.

Em 15 de setembro, Bahrein e Emirados Árabes Unidos assinaram acordos de normalização com Israel, mediados pelos Estados Unidos, na Casa Branca, decisão repudiada pelo governo, entidades e sociedade civil da Palestina ocupada.

O governo emiradense alega que o acordo foi um esforço para conter os planos israelenses de anexação ilegal de grandes partes da Cisjordânia ocupada.

Críticos, no entanto, argumentam que as negociações para instituir laços com a entidade sionista ocorrem há anos, ao destacar reiteradas visitas de oficiais israelenses aos Emirados e sua participação em conferências no país do Golfo, que até então não possuía laços diplomáticos com o estado da ocupação.

Não obstante, o Primeiro-Ministro de Israel Benjamin Netanyahu repetiu continuamente que a anexação não está descartada, mas sim postergada, por ora.

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