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Sudão pede por apoio econômico para instituir laços com Israel, apontam relatos

Manifestantes sudaneses entoam palavras de ordem durante protesto contra a ofensiva militar israelense sobre a Faixa de Gaza, em Cartum, Sudão, 11 de agosto de 2014 [Ashraf Shazly/AFP/Getty Images]
Manifestantes sudaneses entoam palavras de ordem durante protesto contra a ofensiva militar israelense sobre a Faixa de Gaza, em Cartum, Sudão, 11 de agosto de 2014 [Ashraf Shazly/AFP/Getty Images]

Oficiais sudaneses estão realizando encontros decisivos com suas contrapartes dos Emirados Árabes Unidos e Estados Unidos para determinar os termos da assinatura de um acordo de normalização com Israel. Em troca, pedem por apoio econômico, relatou ontem (20) o site israelense Walla.

Segundo as informações, Cartum requisita bilhões de dólares em assistência econômica para então assinar um acordo com Tel Aviv. Caso a demanda seja acatada, o anúncio deverá ocorrer dentro de dias.

Sudão está dentre os países que podem eventualmente assinar um acordo de normalização com Israel, no futuro próximo, após a medida diplomática formalizada por Emirados Árabes Unidos e Bahrein, na última terça-feira (15).

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Segundo relatos, o Sudão pede por apoio na forma de envios de trigo e petróleo ao país, no valor de US$1.2 bilhão, a fim de reagir às recentes inundações devastadoras, além de US$2 bilhões para tratar da crise financeira sudanesa e de compromisso econômico assistencial dos Estados Unidos e Emirados, nos próximos três anos.

Por outro lado, o Catar rejeitou completamente as chances de normalizar laços com Israel, ao destacar que tal decisão vai contra a essência da luta do povo palestino contra a ocupação israelense.

Lowlah Rashid Al-Khater, porta-voz do Ministério de Relações Exteriores do Catar, afirmou à rede Bloomberg, na última semana: “Não achamos que a normalização esteja de modo algum na essência deste conflito e, portanto, não pode ser a resposta”.

Ainda na última semana, o Presidente dos Estados Unidos Donald Trump, em campanha para reeleição, alegou esperar que Arábia Saudita também normalize relações com Israel, após a cerimônia de assinatura do pacto com Bahrein e Emirados, realizada na Casa Branca.

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