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Israel explora normalização para escalar violações contra Al-Aqsa

Muçulmanos palestinos aguardam para realizar as orações de sexta-feira dentro do complexo da Mesquita de Al-Aqsa, na Cidade Velha de Jerusalém, 10 de julho de 2020 [Muhammed Qarout Idkaide]
Muçulmanos palestinos aguardam para realizar as orações de sexta-feira dentro do complexo da Mesquita de Al-Aqsa, na Cidade Velha de Jerusalém, 10 de julho de 2020 [Muhammed Qarout Idkaide]

O Movimento de Resistência Islâmica Palestina Hamas denunciou ontem (15) que Israel está explorando os acordos de normalização com estados árabes para intensificar suas violações contra a Mesquita de Al-Aqsa e demolir ainda mais casas em Jerusalém ocupada.

“A invasão da Mesquita de Al-Aqsa por dezenas de colonos israelenses, logo nesta manhã, e os planos de alguns grupos radicais judaicos de executar incursões massivas ao complexo islâmico, na quinta-feira, são resultados diretos da normalização com a ocupação israelense”, declarou o Hamas.

Em nota, Abdul-Latif Al-Qanoa, porta-voz do movimento, afirmou que as autoridades da ocupação “não respeitam a paz ou a diplomacia”. Em seguida, convocou os cidadãos palestinos de Jerusalém a defenderem Al-Aqsa das medidas e políticas arbitrárias de Israel.

Nesta terça-feira (15), enquanto eram assinados os acordos de normalização entre Israel, Emirados Árabes Unidos e Bahrein, numerosos grupos de colonos israelenses invadiram a Mesquita de Al-Aqsa, junto dos chamados grupos do Monte do Templo, que demandam a demolição do local sagrado islâmico para substituí-lo por um templo judaico.

Novas invasões foram convocadas para a quinta-feira (17).

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