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Emirados Árabes e Israel preparam base de espionagem em Ilha do Iêmen

Ilha iemenita de Socotra, 24 de maio de 2018 [Rod Waddington/ Flickr]
Ilha iemenita de Socotra, 24 de maio de 2018 [Rod Waddington/ Flickr]

Os Emirados Árabes Unidos e Israel planejam estabelecer uma base de espionagem na ilha iemenita de Socotra, de acordo com o JForum, site oficial da comunidade judaica de língua francesa. Os dois países, que normalizaram as relações no início deste mês, já tomaram medidas para instalar uma base de espionagem na ilha estrategicamente localizada no Mar da Arábia, cerca de 350 quilômetros ao sul do Iêmen.

Fontes imenitas citadas pelo site disseram que já estão em curso os preparativos logísticos para estabelecer bases de coleta de informações  de inteligência em toda a Baía do Golfo do Éden de Babelmândebe (estreito que separa os continentes da Ásia e África, ligando o mar Vermelho ao oceano Índico via golfo de  Éden), a partir da ilha de Socotra, no sul do Iêmen, que está sob o controle dos Emirados. A cooperação para construir uma base de espionagem seria parte da normalização dos laços entre os dois países.

De acordo com o JForum, uma delegação de oficiais de inteligência israelenses e dos Emirados chegou à Ilha de Socotra muito recentemente e examinou vários locais para estabelecer as bases de inteligência planejadas. O objetivo dessa base seria coletar informações em toda a região, particularmente de Babelmândebe e ao sul do Iêmen, junto com o Golfo do Éden e o Chifre da África.

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O relatório alegou que os centros de vigilância de Tel Aviv monitoram as ações dos militantes Houthi no Iêmen e os movimentos navais iranianos na região, além de examinar o tráfego marítimo e aéreo na região sul do Mar Vermelho.

A segurança foi citada como uma das principais razões para os Emirados Árabes Unidos romperem com seus vizinhos árabes para normalizar os laços com Israel, levando a acusações de que os governantes dos Emirados haviam conspirado com o Estado sionista e os EUA em uma agressão diplomática contra seus irmãos palestinos.

Apesar da insistência dos Emirados Árabes Unidos de que o acordo de normalização evitou mais anexação do território palestino, os críticos sugeriram que o acordo não faz nada do tipo e, em vez disso, ajuda o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e a direita israelense a consolidar sua posição. O líder do Likud sempre afirmou que poderia forçar os países árabes a reverter a fórmula da “terra pela paz” – que tem sido o alicerce de qualquer solução – normalizando os laços com os autocratas árabes sem devolver um centímetro de terra ocupada aos palestinos.

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