Sauditas dizem que processo contra príncipe nos EUA é só relações públicas

Vice-príncipe herdeiro da Arábia Saudita, Mohammed bin Salman (C) participa de uma reunião com o Secretário de Defesa dos EUA e Adjunto do Conselheiro de Segurança Nacional da Casa Branca em Riade, em 19 de abril de 2017 [Jonathan Ernst/ AFP via Getty Images]

A Corte Real Saudita alegou que o processo judicial dos EUA contra o príncipe herdeiro saudita Mohamed Bin Salman é “meramente relações públicas”, informou a RT na sexta-feira.

Bin Salman recebeu uma intimação do Tribunal Distrital dos EUA para o Distrito de Columbia por uma ação judicial movida por um ex-agente da inteligência saudita que teria sido alvo de uma tentativa fracassada de assassinato.

Saad Al-Jabri, um ex-oficial saudita que atualmente reside no Canadá, apresentou uma queixa aos tribunais dos Estados Unidos contra Bin Salman, acusando-o de sequestrar seu filho e filha na Arábia Saudita sem acusações.

“Omar e Sarah foram sequestrados na madrugada de 16 de março e retirados de suas camas por cerca de 50 agentes da segurança estadual que chegaram em 20 carros”, contou seu irmão, Khalid Al-Jabri.

A casa da família em Riade foi revistada, os cartões de memória do CCTV foram removidos e a dupla, de 21 e 20 anos, respectivamente, é mantida em um centro de detenção. Nenhuma acusação foi feita e nenhum motivo foi dado à família para suas prisões.

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Al-Jabri está sob proteção da polícia e da segurança privada, afirmando que seu conhecimento próximo das atividades do príncipe herdeiro o expõe como um alvo.

Al-Jabri também acusou o príncipe herdeiro de enviar uma equipe para assassiná-lo no Canadá e desmembrar seu corpo, semelhante ao destino do falecido jornalista saudita Jamal Khashoggi.

A RT divulgou alegação do Federal Bureau of Investigation (FBI) de que o príncipe herdeiro saudita está ansioso para eliminar Al-Jabri por este ser próximo ao príncipe saudita Mohammed Bin Nayef, que foi substituído por Bin Salman como príncipe herdeiro em 2017.

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