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Israel prendeu 429 palestinos em julho, incluindo 32 menores

Forças israelenses prendem seis palestinos, enquanto centenas de colonos ilegais judeus invadem o complexo da Mesquita de Al-Aqsa, ponto crítico da Cidade Velha de Jerusalém Oriental, em 30 de julho de 2020 [Waqf Islâmico de Jerusalém/Agência Anadolu]
Forças israelenses prendem seis palestinos, enquanto centenas de colonos ilegais judeus invadem o complexo da Mesquita de Al-Aqsa, ponto crítico da Cidade Velha de Jerusalém Oriental, em 30 de julho de 2020 [Waqf Islâmico de Jerusalém/Agência Anadolu]

Forças da ocupação israelenses prenderam 429 palestinos apenas em julho, nos territórios ocupados da Cisjordânia e Jerusalém, incluindo 32 menores e dez mulheres, revelou nesta quarta-feira (12) um relatório elaborado por organizações de direitos humanos.

O relatório foi divulgado pelo Comitê de Prisioneiros e Prisioneiros Libertos da Organização para Libertação da Palestina (OLP), o Clube de Prisioneiros Palestinos, a rede de suporte e associação de direitos humanos Addameer e o Centro de Informação Wadi Hilweh.

Segundo o levantamento, a ocupação israelense prendeu 201 palestinos em Jerusalém ocupada, treze palestinos na Faixa de Gaza e o restante proveniente de diferentes áreas da Cisjordânia ocupada.

Ao longo de julho, confirmou o relatório, Israel emitiu 98 ordens de detenção administrativa – isto é, sem qualquer acusação ou julgamento –, dentre as quais 33 são novas e 65 foram renovadas.

Os grupos de direitos humanos declararam também que o número de prisioneiros palestinos nas cadeias de Israel chegou a 4.500 presos em julho de 2020, incluindo 41 mulheres, 160 menores e 360 presos sob detenção administrativa.

Além disso, o Centro de Informação Wadi Hilweh revelou que as forças da ocupação israelense intensificaram ainda mais suas campanhas de detenção em Jerusalém, ao realizar 201 invasões locais com intuito de prender residentes palestinos, incluindo 22 menores de doze anos de idade.

As organizações em questão exortaram Israel a libertar todos os prisioneiros doentes, assim como mulheres e crianças, e reivindicaram à Cruz Vermelha Internacional que aumente sua equipe nos territórios ocupados, a fim de conceder assistência urgente aos prisioneiros e suas famílias.

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