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Premiê de Israel anuncia cooperação com Emirados Árabes Unidos contra o coronavírus

Netanyahu alega que um acordo de cooperação com o estado árabe para combater o covid-19 é iminente, assinado entre os ministérios da saúde de ambos os países

O Primeiro-Ministro de Israel Benjamin Netanyahu afirmou nesta quinta-feira (25) que Israel e Emirados Árabes Unidos deverão cooperar na luta contra o coronavírus – possível impulso nos esforços israelenses de normalizar relações com os estados árabes do Golfo.

O premiê israelense alegou que um acordo de cooperação com os Emirados Árabes Unidos para combater a pandemia de covid-19 é iminente, a ser assinado entre os ministérios da saúde de ambos os países.

O Ministério de Relações Exteriores do país árabe não respondeu imediatamente a solicitação por comentários sobre o caso.

Tal ato de cooperação ocorre em meio a forte oposição árabe a planos israelenses de anexar grandes partes da Cisjordânia ocupada, território previsto para estabelecimento de um estado palestino, conforme o “plano de paz” dos Estados Unidos.

Na última semana, o chanceler emiradense Anwar Gargash anunciou que poderia trabalhar com Israel em algumas áreas, incluindo na batalha contra o coronavírus e setor de tecnologia, a despeito de diferenças políticas.

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Em cerimônia realizada na região sul de Israel, Netanyahu afirmou que seu país e os Emirados Árabes Unidos deverão colaborar em pesquisa, desenvolvimento e tecnologia “para melhorar o bem-estar de toda a região”.

O primeiro-ministro da potência ocupante relatou que o acordo previsto surgiu em meio a contatos reiterados com os Emirados Árabes Unidos, no decorrer dos últimos meses.

Israel não possui laços diplomáticos com países árabes do Golfo, mas receios em comum sobre a influência regional do Irã levaram a relativo degelo nas relações.

Em maio, a companhia aérea Etihad, com sede em Abu Dhabi, realizou o primeiro voo oficial entre uma operadora emiradense a Israel, com carregamento de suprimentos relacionados ao coronavírus, supostamente destinados para conceder assistência aos palestinos.

Em conferência para a organização jurídica sionista Comitê Judaico Americano, em 16 de junho, Gargash afirmou que Israel não pode ter expectativas de normalização com o mundo árabe caso de fato anexe terras da Cisjordânia. Porém, reiterou que cooperação com Israel sobre a pandemia não seria afetada pela oposição emiradense à anexação.

Israel deve iniciar debates, em nível de gabinete de governo, para estender soberania aos assentamentos ilegais na Cisjordânia ocupada a partir de 1° de julho.

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