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Likud considera abandonar acordo de rodízio de poder assinado com Gantz

Benny Gantz, líder do Partido Azul e Branco (Kahol Lavan), em Jerusalém, 23 de outubro de 2019 [Amir Levy/Getty Images]
Benny Gantz, líder do Partido Azul e Branco (Kahol Lavan), em Jerusalém, 23 de outubro de 2019 [Amir Levy/Getty Images]

O Partido Likud, liderado pelo Primeiro-Ministro de Israel Benjamin Netanyahu, considera a possibilidade de revogar o acordo de rodízio assinado com o Ministro da Defesa e premiê alternativo Benny Gantz, segundo artigo do jornal Yedioth Ahronoth, publicado nesta sexta-feira (26).

O Likud está deliberando sobre a hipótese de oferecer a presidência de Israel a Gantz, em 2021, como “saída honrosa” do acordo de rodízio.

Oficiais do Likud garantem que não é razoável a um premiê forte como Netanyahu conceder o posto a uma figura “mais fraca”, como Gantz, cuja coalizão perdeu parlamentares em rápida sucessão dos fatos políticos.

Conforme o jornal israelense, pesquisas recentes revelaram que a aliança Azul e Branco, de Gantz, caiu de quinze a dez ou doze assentos no Knesset (parlamento israelense), enquanto o Likud deve aumentar o número de representantes para 40 assentos ou mais.

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“Não é razoável a alguém com tanto poder político entregar a liderança do governo a alguém sem qualquer poder político”, escreveu Sima Kadmon em artigo do Yedioth Ahronoth, refletindo a tese promovida por oficiais do Likud.

Segundo expectativas do partido de Netanyahu, Gantz deve responder à revogação do acordo ao solicitar novas eleições. Entretanto, não se trata de alternativa preferencial ao líder do Azul e Branco, pois é ainda mais arriscado do que abandonar o pacto de rotação de poder.

Kadmon explica que, caso Gantz aceite a presidência, o governo de coalizão o apoiaria para substituir o atual Presidente Reuven Rivlin, em meados de 2021. O parceiro de partido de Gantz, Gabi Ashkenazi, o substituiria no Ministério da Defesa.

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