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Iraque consente com a totalidade dos cortes de produção de petróleo cru

Navios petroleiros são carregados na costa do Terminal de Al Basrah (ABOT), no Iraque [foto de arquivo]
Navios petroleiros são carregados na costa do Terminal de Al Basrah (ABOT), no Iraque [foto de arquivo]

Na sexta-feira (5), o Ministério de Petróleo do Iraque voltou a confirmar seu compromisso pleno com os cortes de produção de petróleo cru acordados pelo grupo conhecido como OPEP+, constituído por estados membros e não-membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP).

Assem Jihad, porta-voz do ministério, anunciou em coletiva de imprensa: “O Iraque confirma sua plena aderência ao acordo, a partir de uma crença firme de que todos os membros da OPEP e outros produtores de petróleo devem ceder a uma postura unitária, a fim de reviver o mercado de petróleo e encontrar soluções que restaurem sua estabilidade e equilíbrio.”

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“O Iraque acredita em trabalhar com espírito de solidariedade junto de outros países produtores, para recuperar a estabilidade e equilíbrio global nos mercados de petróleo … O Iraque foi e se mantém vanguarda no apoio de todos os acordos para restaurar o mercado de petróleo e dar apoio aos preços. Os sacrifícios feitos pelo estado iraquiano durante o período atual ou anterior não devem ser ignorados; ao contrário, considerados por todos, pois o Iraque jamais buscou violar tais acordos ou assumir posturas unilaterais”, prosseguiu.

A declaração reiterou: “O Iraque conseguiu cumprir positivamente com o acordo durante o mês de maio, apesar das dificuldades econômicas e financeiras enfrentadas no país, além de desafios técnicos e compromissos profissionais com empresas internacionais, presentes no Iraque para desenvolver campos de petróleo, conforme o tempo e a flexibilidade necessários para negociar com elas.”

Jihad destacou que os novos acordos coincidiram com a formação do novo governo no último mês, além do adiamento das conversas com a região autônoma do Curdistão sobre impasses entre partes iraquianas e curdas. Tais processos levaram a região a retardar o corte de 23% na produção de petróleo, conforme estipulado por acordo correspondente a maio, assinado por autoridades nacionais.

O comunicado oficial enfatizou ainda que as partes interessadas no país comunicam-se constantemente com o atual presidente e secretário-geral da OPEP, além de diversos ministros de energia responsáveis pela pasta de petróleo internacionalmente, com o objetivo de debater desenvolvimentos no mercado e confirmar o compromisso pleno do Iraque ao acordo.

Jihad comentou o aumento dos preços de petróleo: “Os indicadores do acordo no corte de produção para o último mês foram positivos e afetaram relativamente os preços, a despeito da atual crise do coronavírus. O acordo contribuiu para aumentar os preços de petróleo cru acima de US$40 por barril, após queda histórica de US$20 por barril; também absorveu parte do excedente de petróleo aos mercados internacionais.”

Concluiu: “Acreditamos que a implementação do acordo de corte de produção requer mais tempo, paciência e sacrifícios, caso queiramos alcançar um impacto de fato positivo nos mercados de petróleo. Por outro lado, o pleno compromisso dos países produtores contribuirá para este propósito.”

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