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Apesar de ameaças dos EUA, navio petroleiro iraniano chega em segurança à Venezuela

Petroleiro iraniano [Nachoman-au/Wikipedia]

O primeiro dos cinco petroleiros iranianos com carregamentos de combustíveis à Venezuela aportou na refinaria de El Palito, reportou a emissora iraniana Press TV nesta segunda-feira (25).

O Irã ignorou alertas de retaliação dos Estados Unidos à medida que o primeiro navio petroleiro iraniano, entre cinco previstos, entrou na zona econômica exclusiva da Venezuela ainda no sábado (23).

O Irã decidiu enviar cinco petroleiros carregados com 1.53 milhões de barris de gasolina e componentes à Venezuela, medida criticada por autoridades americanas, pois ambos os países estão sob sanções.

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“O navio handymax químico-petroleiro iraniano Fortune, carregado com 43 milhões de litros de gasolina em meados de março, no Porto de Shahid Rajaee, Irã, está aportado no atracadouro nº2 da refinaria El Palito, Venezuela, situada a oeste da capital Caracas”, compartilhou no Twitter a rede de monitoramento Tanker Trackers.

Uma segunda embarcação entrou no Mar do Caribe também no sábado. As três embarcações restantes estão a caminho, atravessando o Atlântico.

Os carregamentos, bastante necessários, causaram um impasse diplomático entre Estados Unidos, por um lado, e Irã e Venezuela, por outro, estes sob sanção.

O Irã alertou sobre possíveis repercussões no caso de uma interceptação de suas embarcações pelos Estados Unidos, em telefonema entre o Presidente Hassan Rouhani e o Emir do Catar. Rouhani reiterou que o Irã responderá a qualquer possível agressão americana contra seus petroleiros no Mar do Caribe ou qualquer outro lugar do mundo.

Em 20 de maio, o Ministro da Defesa do Irã, General-Brigadeiro Amir Hatami, alertou que qualquer assédio americano contra os navios iranianos teria a resposta devida.

Na quarta-feira (20), Hatami afirmou: “Qualquer assédio contra petroleiros vai contra segurança e regulações internacionais”, em referência a supostas ameaças proferidas por oficiais americanos de interceptar a rota Irã-Venezuela.

”Organizações internacionais e países que respeitam regulações marítimas e normas de segurança devem reagir a esta questão”, acrescentou o general iraniano.

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