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Irã sentencia acadêmica franco-iraniana a seis anos de prisão

Professora e pesquisadora franco-iraniana Fariba Adelkhah [Wikipedia]

Autoridades do Irã condenaram a acadêmica franco-iraniana Fariba Adelkhah a seis anos de prisão, sob acusações relacionadas à segurança nacional, relatou neste sábado (16) seu advogado, Saeid Dehghan, à agência Reuters.

A prisão atraiu protestos do governo da França, que pediu pela soltura imediata da professora e antropóloga de 60 anos de idade.“A corte a sentenciou a seis anos [de prisão]”, confirmou Dehghan. “A divisão 15 da Corte Revolucionária do Irã a condenou a cinco anos de prisão por reunião e conspiração contra a segurança nacional. Também foi condenada a um ano de prisão por propaganda contra a República Islâmica.”

Dehghan reiterou que entrará com recurso contra a sentença.

O Ministério de Relações Exteriores da França denunciou que a condenação de Adelkhah possui motivação política.

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“Essa sentença não é baseada em nenhum elemento ou fato sério; trata-se, portanto, de uma decisão política”, afirmou a chancelaria francesa, em declaração. “Exigimos que as autoridades iranianas libertem imediatamente a Sra. Adelkhah.”

O Irã já rejeitou pedidos anteriores da França pela soltura da pesquisadora, detida desde junho de 2019, ao alegar que as reivindicações francesas representam interferência em assuntos internos de Teerã. O governo iraniano não reconhece o status de dupla nacionalidade.

Em março, Dehghan reportou que as acusações de espionagem contra Adelkhah foram retiradas, mas que permanecia em custódia sob outras acusações de segurança.

No mesmo mês, autoridades do Irã libertaram o acadêmico francês Roland Marchal, parceiro de Adelkhah, detido na mesma ocasião. Marchal foi solto após a França libertar o engenheiro iraniano Jalal Ruhollahnejad, preso sob supostas violações às sanções dos Estados Unidos contra o Irã.

Em maio de 2019, uma corte francesa aprovou a extradição de Ruhollahnejad aos Estados Unidos, para ser julgado por tentar importar ilegalmente tecnologia militar americana em nome de uma empresa iraniana. Segundo oficiais americanos, a empresa em questão possui laços com a Guarda Revolucionária do Irã, unidade de elite do exército nacional.

No últimos anos, a poderosa Guarda Revolucionária do Irã prendeu dezenas de cidadãos com dupla nacionalidade; a maioria, sob acusações de espionagem.

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