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Turquia afirma que cessar-fogo será implementado em Idlib, na Síria, ainda em janeiro

Destroços após ataques aéreos executados por forças de Bashar al-Assad sobre o distrito de Saraqib, na zona de desescalada de Idlib, Síria, em 21 de dezembro de 2019. Os ataques resultaram na morte de oito civis e vinte feridos [Hüseyin Fazil/Agência Anadolu]

O Ministério da Defesa da Turquia afirmou nesta sexta-feira (10) que chegou a um acordo com a Rússia para implementar um cessar-fogo na região de Idlib, noroeste da Síria, a partir deste domingo (12), a fim de conter o enorme fluxo de civis deslocados pela violência. As informações são da agência Reuters.

Somente nas últimas semanas, centenas de milhares de pessoas fugiram dos ataques executados contra a província de Idlib em direção à fronteira turca, à medida que cidades e aldeias inteiras eram atingidas por jatos russos e artilharia síria desde dezembro de 2019, quando o governo do Presidente Bashar al-Assad decidiu retomar as investidas militares contra a região.

O ministério turco anunciou que os ataques por ar e terra serão suspensos a partir do primeiro minuto da meia-noite de 12 de janeiro conforme cessar-fogo acordado entre as partes, negociado por Ancara no decorrer das últimas semanas.

O anúncio oficial foi feito um dia depois de um funcionário do Ministério da Defesa da Rússia alegar que um cessar-fogo havia sido implementado às 11h do horário de Greenwich (8h do horário de Brasília), na última quinta-feira (9), conforme concessões negociadas com a Turquia.

Aproximadamente 3.6 milhões de civis buscaram refúgio na Turquia após quase nove anos de guerra civil na Síria. O presidente turco Recep Tayyp Erdogan declarou que seu país já não pode mais carregar o fardo dos refugiados sírios de Idlib, onde outras 3 milhões de pessoas ainda vivem.

Muitos sírios ainda em Idlib estão em absoluta dependência de auxílio humanitário transportado pela fronteira entre Síria e Turquia, segundo informações das Nações Unidas. Entretanto, o mandato de seis anos da operação para envio de suprimentos à região expirou à meia-noite de sexta-feira, à medida que o Conselho de Segurança da ONU não conseguiu chegar a uma solução de última hora para o impasse sobre a extensão deste mandato.

O Presidente da Síria Bashar al-Assad, apoiado por Rússia e Irã, prometeu recapturar Idlib, considerado o último território controlado por seus opositores. No decorrer dos anos de conflito no país árabe, a Turquia concedeu apoio aos rebeldes sírios que desejam depor o regime de Assad.

LER: ONU envia 68 caminhões de apoio humanitário a província de Idlib, na Síria

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