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Manifestantes iraquianos fecham novamente o porto de Umm Qasr

Manifestantes protestam contra o governo na capital Bagdá, Iraque, 2 de novembro de 2019 [Murtadha Sudani/Agência Anadolu]

Manifestantes iraquianos bloquearam a estrada de acesso ao porto de Umm Qasr, na província de Basra, rica em petróleo, relatou ontem (15) um fonte de segurança do Iraque.

Ao falar sob condição de anonimato por questões de segurança, a fonte iraquiana revelou que “na noite de quinta-feira (14), dezenas de manifestantes fecharam os acessos ao porto de Umm Qasr, na província de Basra, no sul do país.”

“Os manifestantes fecharam todas as estradas principais que levam ao porto, impedindo a entrada de caminhões no local,” reiterou a fonte em entrevista à Agência Anadolu.

Em 7 de novembro, autoridades de segurança do Iraque reabriram o porto de Umm Qasr para restabelecer o fluxo de bens e produtos, nove dias após a suspensão dos serviços.

O porto de Umm Qasr é um dos principais meios para importação de bens alimentares e remédios ao Iraque. O governo iraquiano alertou a população sobre pesadas perdas devido ao fechamento do porto, em particular ao impedimento da entrada de gêneros alimentícios importados no país.

Desde o início de outubro, o Iraque vivencia protestos populares na capital Bagdá e outras províncias, que exigem a deposição do atual governo do Primeiro-Ministro Adil Abdul-Mahdi. Desde então, a repressão do governo resultou em mais de 325 mortes e 15.000 feridos, segundo um censo preparado pela Agência Anadolu, com base em estimativas do comitê parlamentar de direitos humanos, da Comissão de Direitos Humanos (oficial e filiada ao parlamento) e fontes médicas.

A grande maioria das vítimas são manifestantes mortos durante os confrontos com as forças de segurança e militantes de facções xiitas pró-Irã.

Os manifestantes reivindicavam, a princípio, a melhora dos serviços públicos, novas oportunidades de emprego e combate à corrupção.

Abdul-Mahdi recusa-se a renunciar, estipulando que forças políticas devem primeiro concordar com uma alternativa de governo para o Iraque. O primeiro-ministro alega que a falta de uma alternativa “planejada e fluida” deixará o destino do país nas mãos do acaso.

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