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Segundo Israel, renúncia do chefe da UNRWA prova que a agência deve fechar

Pierre Krahenbuhl, Comissário-Geral da UNRWA, em uma coletiva de imprensa realizada em frente ao escritório da agência em Gaza, 23 de maio de 2019 [Mohammed Asad/Monitor do Oriente Médio]

Após a renúncia de Pierre Krahenbuhl, então Comissário-Geral da Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina (UNRWA), na última quarta-feira (6), Israel renovou seus apelos para que a agência humanitária feche as portas, encerrando seus programas de auxílio aos refugiados palestinos.

O Ministério de Relações Internacionais de Israel afirmou em declaração que Tel Aviv “vê com grande preocupação as descobertas recentemente divulgadas do inquérito o Escritório de Serviços de Supervisão Interna das Nações Unidas (ESSI) sobre a UNRWA e pede pela publicação absolutamente transparente de todas as descobertas da investigação.”

Este fato, reiterou o ministério israelense, reforça seus apelos pela necessidade de “mudanças profundas e abrangentes no modelo operacional da agência”.

“Sob a liderança do Comissário-Geral Pierre Krahenbuhl nos últimos anos, a politização da UNRWA se expandiu, o déficit orçamentário inflou e o modelo operacional tornou-se insustentável,” acrescentou o ministério de Israel.

O ministério também reivindicou que a comunidade internacional e todos os países contribuintes “participem de um processo de avaliação para criar um novo modelo operacional mais eficiente.”

Segundo Israel, “os últimos acontecimentos demonstram que a renovação automática do mandato da UNRWA por mais três anos é absolutamente absurda, imoral e insensata.”

Danny Danon, Embaixador de Israel para as Nações Unidas, alegou que “desde seu estabelecimento, a UNRWA jamais trabalhou para resolver a questão dos refugiados, mas sim para perpetuá-la.” Danon acrescentou que os acontecimentos recentes em torno da agência “demonstram que não há outra solução senão fechá-la.”

Israel Katz, Ministro de Relações Internacionais de Israel, afirmou: “A conduta da UNRWA demonstra que a agência é parte do problema, não da solução. A agência está perpetuando o problema dos refugiados de forma evidentemente política e tornando remota qualquer possibilidade de solução.”

“A comunidade internacional precisa encontrar um novo modelo que fornecerá assistência humanitária àqueles que de fato precisam e remover da agenda a ideia fútil de retorno dos refugiados,” alegou Katz.

Na quarta-feira, o Escritório da Secretaria-Geral das Nações Unidas anunciou que o vice-chefe em exercício da UNRWA, Christian Saunders, substituirá “temporariamente” Krahenbuhl, que renunciou.

Krahenbuhl tornou-se Comissário-Geral da UNRWA em 2014 e renunciou após uma investigação em torno de seu gerenciamento da agência das Nações Unidas. Em sua carta de renúncia, ele negou qualquer acusação contra ele e afirmou que a UNRWA é vítima de uma campanha política cujo propósito é sabotá-la.

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