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Pré-candidata a presidente promete encerrar apoio dos Estados Unidos a Al-Qaeda

Tulsi Gabbard, pré-candidata democrata a presidente dos Estados Unidos em debate [Wiki Insider News/Twitter]

Tulsi Gabbard, pré-candidata a presidente dos Estados Unidos pelo Partido Democrata denunciou publicamente que o governo americano apoia terroristas da Al-Qaeda, em particular com o intuito de depor o governo sírio. Gabbard é a representante política de maior destaque a corroborar com o que já é bastante especulado há alguns anos. A congressista pelo estado do Havaí então prometeu encerrar esse apoio.Gabbard é parlamentar e veterana do Exército dos Estados Unidos, serviu no Iraque e costuma criticar veementemente o envolvimento americano no conflito na Síria. Ela fez a declaração sobre a Al-Qaeda durante um debate entre os pré-candidatos pelo Partido Democrata. Caso eleita, ela afirmou que “dará fim ao apoio a terroristas, como a Al-Qaeda, que são a força-tarefa por trás da guerra por mudança do regime na Síria.”

Notavelmente, Gabbard introduziu o chamado Ato Pare de Armar os Terroristas. A legislação pretende interromper ações do governo americano que “utilizam dólares do contribuinte para direta ou indiretamente apoiar grupos que são aliados ou apoiam organizações terroristas, como Estado Islâmico [Daesh] ou Al-Qaeda.” O projeto tem como base um ato do congresso americano introduzido durante o escândalo político do Caso Irã-Contras – revelado pela mídia em 1986, durante o mandato de Ronald Reagan –, que pretendia impedir a CIA de armar ilegalmente rebeldes da Nicarágua.

Segundo Gabbard, a CIA também apoia um grupo chamado Fursan Al-Haqq, “ao lhes fornecer salários, armas e apoio, incluindo mísseis superfície-ar. Este grupo coopera e luta ao lado de uma outra entidade filiada a Al-Qaeda que ainda hoje tenta depor o governo sírio. O chamado Fronte do Levante é outro grupo supostamente moderado que coordena atividades com a Al-Qaeda, constituído por combatentes da oposição síria. No último ano, os Estados Unidos trabalharam com a Turquia para dar apoio de inteligência e outras formas de assistência militar a este grupo, que uniu forças com a ramificação síria da Al-Qaeda.”

De fato, o tráfico de armas a Al-Qaeda e Daesh pelos Estados Unidos e seus aliados é muito bem documentado. Segundo o website de jornalismo investigativo Arms Watch, documentos vazados demonstram como os Estados Unidos adquiriram armas que seriam contrabandeadas para combatentes do Daesh no Iêmen e na Síria.

Gabbard já reiterou anteriormente que, “sob a lei dos Estados Unidos, é ilegal que qualquer cidadão americano forneça dinheiro ou assistência à Al-Qaeda, Estado Islâmico ou outros grupos terroristas… Ainda assim, o governo americano viola esta lei há anos, ao apoiar em silêncio aliados e parceiros da Al-Qaeda, Estado Islâmico, Jabhat Fateh al Sham e outras entidades terroristas, enviando dinheiro, armas e apoio de inteligência.”

Durante o debate, ela também prometeu suspender as sanções “draconianas” que tanto contribuíram para o sofrimento do povo sírio e dar fim à guerra conduzida pela coalizão saudita no território do Iêmen.

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