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Jatos sauditas auxiliam ataque israelense contra milícias pró-iranianas na fronteira entre Síria e Iraque

Jato de combate da Força Aérea Real da Arábia Saudita [foto de arquivo]

Jatos de combate da Arábia Saudita, ao lado de jatos israelenses, executaram uma campanha recente para atingir milícias xiitas pró-iranianas na fronteira entre Síria e Iraque, relatou uma fonte ocidental anônima ao website em árabe do jornal britânico Independent.

“Jatos de combate sauditas foram flagrados ao lado de outras aeronaves militares que atacaram instalações e posições pertencentes a milícias iranianas,” afirmou a fonte ao Independent Arabia, ao referir-se aos ataques aéreos contra milícias apoiadas pelo Irã na região de Albukamal, no leste da Síria, realizados na noite de segunda-feira (16). Segundo relatos, quatro ataques aéreos foram executados naquela noite, nos quais cinco a dezesseis militantes iraquianos foram mortos.

Acredita-se que os ataques conduzidos por jatos sauditas e israelenses tinham como alvo posições pertencentes à Força Quds, unidade especial da Guarda Revolucionária Iraniana. Segundo a fonte, o Irã planejava utilizar o local estratégico para atingir alvos próprios, após os atentados contra instalações petrolíferas da Companhia Árabe Saudita de Petróleo (Aramco), realizados no último sábado (14).

A fonte acrescentou que a Coalizão Global contra o Daesh começou a atacar outros grupos, principalmente organizações relacionadas ao Irã, presentes na região do Levante, incluindo a Força Quds. Mais tarde, oficiais sauditas negaram as acusações feitas pela fonte anônima do jornal Independent.

Nos últimos anos, particularmente nos últimos meses, ataques aéreos contra milícias apoiadas pelo Irã e seus postos militares aumentaram exponencialmente, a princípio, conduzidos por Israel. Este é o caso, em particular, no que se refere ao conflito sírio, no qual o Irã é acusado por Israel e Estados Unidos de utilizar seu apoio e aliança com o regime do Presidente Bashar al-Assad para transportar armas e empregar conselheiros militares e contingentes paramilitares por toda a região, a fim de exercer sua influência.

A justificativa para os ataques da noite de segunda-feira está relacionada a supostos planos revelados em 2017, segundo os quais, o Irã pretendia estabelecer um corredor por terra entre Iraque e Síria, em direção ao Líbano, no qual armas, milícias, equipes e equipamentos militares poderiam ser facilmente transportados.

A descoberta do envolvimento militar saudita e da cooperação da monarquia com a força aérea israelense, no entanto, é um novo elemento na campanha de ambos os países contra a influência iraniana. As revelações ocorrem em um momento de associação pública cada vez maior entre Israel e Arábia Saudita, países que supostamente não mantêm qualquer vínculo diplomático.

O governante de fato da monarquia, o príncipe herdeiro Mohammad bin Salman, parece flertar com os estados ocidentais e Israel, a fim de garantir a continuidade de seu reinado.

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