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EUA, Reino Unido e França advertem o regime de Assad sobre ataques químicos

Sírios recebem tratamento médico após ataque de gás químico executado por forças de Assad em Damasco, Síria, 13 de julho de 2017 [Ammar Suleyman/Agência Anadolu]

Os Estados Unidos, Reino Unido e França advertiram o regime sírio na última sexta-feira (5) contra usos adicionais de armas químicas, após um ano do ataque químico mortal em uma cidade síria, que matou dezenas de pessoas, de acordo com a Agência Anadolu.

“O histórico do regime de utilizar repetidamente armas químicas contra seu próprio povo não pode ser contestado, e nós permanecemos determinados a responsabilizá-lo pela assassinato indiscriminado de homens, mulheres e crianças inocentes, por tais armas hediondas,” afirmou declaração conjunta de diplomatas de alto-escalão dos países envolvidos.

Ao menos 70 pessoas foram mortas quando um ataque químico foi executado contra a cidade de Douma, próxima a Damasco, em 7 de abril de 2018. Considera-se amplamente o próprio regime como principal suspeito do ataque. Outras centenas de pessoas foram feridas.

A Organização para a Proibição das Armas Químicas (OPAQ) determinou, após uma investigação de quase um ano, que há indícios razoáveis de uso de gás clorino na área antes dominada por rebeldes. Contudo, não atribui culpabilidade pelo ataque.

O mandato investigativo da organização tem, desde então, sido alterado para determinar a responsabilidade de ataques futuros, uma reforma que os enviados americanos, britânicos e franceses consideram como “um passo importante para garantir responsabilidades.”

“Os Estados Unidos, o Reino Unido e a França reafirma sua forte determinação para trabalhar conjuntamente com o objetivo de atingir esse objetivo prático,” declararam.

O três países conduziram uma série de lançamentos de mísseis, em retaliação ao ataque, investindo contra alvos do regime sírio, incluindo um centro de pesquisas em Damasco e um suposto depósito de armas químicas, próximo a Homs.

“O regime de Assad não deve repetir o uso de armas químicas na Síria. Não deve haver dúvidas de nossa determinação para agir depressa e veementemente caso o regime de Assad volte a utilizar essas armas no futuro,” eles alertaram.

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