As Nações Unidas pediram na terça-feira que investigadores internacionais tenham acesso a todas as partes de Gaza para ajudar na coleta de provas, enquanto centenas de corpos são recuperados sob os escombros quase três anos após o início da guerra.
O Alto Comissário da ONU para os Direitos Humanos, Volker Turk, afirmou em comunicado que “os restos mortais do que parecem ser famílias inteiras estão agora sendo encontrados em locais que foram arrasados pelos ataques israelenses”, ressaltando que “a descoberta de extensos restos mortais sob os escombros na Cidade de Gaza reacende as preocupações sobre crimes de guerra e outros crimes de atrocidade”.
“Temo que os restos mortais recuperados até agora sejam apenas a ponta do iceberg”, acrescentou Turk, afirmando que “grande parte de Gaza foi arrasada pelos bombardeios israelenses ou pela demolição e limpeza realizadas com máquinas pesadas e explosivos”.
“Hoje, muitas áreas de Gaza onde o Exército israelense está mobilizado continuam sendo destruídas por tratores, sem qualquer respeito pelos mortos sob os escombros”, alertou.
Nesse contexto, e para preservar provas de violações, inclusive em locais destruídos, Turk pediu que “investigadores internacionais tenham acesso ao território para ajudar na coleta de provas”, segundo o Escritório de Direitos Humanos da ONU.
O escritório também afirmou que “as autoridades palestinas dizem que milhares de corpos permanecem enterrados sob os escombros, mas Israel está recusando a entrada das máquinas pesadas necessárias para removê-los”.
O Escritório de Direitos Humanos da ONU informou que a Defesa Civil Palestina havia relatado a recuperação de mais de 630 corpos, além de outros restos mortais, sob os escombros de edifícios destruídos em toda a Faixa de Gaza entre novembro de 2025 e setembro de 2026.
O escritório estima que mais de 8 mil pessoas permanecem desaparecidas sob os escombros.







