Mais de 6 mil amputações foram registradas na Faixa de Gaza desde o início da guerra, segundo o Ministério da Saúde de Gaza. A escassez de equipamentos e materiais médicos tem dificultado o fornecimento de próteses e os serviços de reabilitação.
Husni Muhanna, responsável pela comunicação e relações públicas do Centro de Próteses e Paralisia de Gaza, afirmou que as crianças representam cerca de 25% das pessoas atendidas pela instituição.
Segundo ele, o tratamento de crianças amputadas apresenta desafios específicos, pois elas precisam de próteses especializadas e de acompanhamento constante, já que os dispositivos precisam ser adaptados à medida que crescem.
Muhanna afirmou que as restrições à entrada de materiais médicos e técnicos limitaram significativamente a capacidade do centro de atender ao número crescente de pacientes. A instituição enfrenta uma grave escassez de equipamentos e materiais necessários para produzir membros artificiais, incluindo o gesso utilizado em etapas essenciais da fabricação das próteses.
Dados separados da Organização Mundial da Saúde (OMS) mostram que 2.277 pessoas amputadas em Gaza foram avaliadas entre setembro de 2024 e maio de 2026. Segundo a OMS, 18% eram crianças e 76% das amputações registradas envolviam membros inferiores.
O número de mais de 6 mil amputações divulgado pelo Ministério da Saúde de Gaza abrange uma população mais ampla do que a avaliada pela OMS e, portanto, os dois dados não são diretamente conflitantes.
A guerra deixou um grande número de palestinos com ferimentos graves e deficiências permanentes, enquanto os danos a hospitais e outras instalações de saúde interromperam severamente os serviços de reabilitação e fornecimento de próteses.
Autoridades de saúde palestinas e organizações humanitárias alertam repetidamente que a falta de equipamentos médicos, materiais de reabilitação e outros itens essenciais está limitando o tratamento de pessoas que vivem com ferimentos e deficiências de longo prazo em Gaza.







