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Guarda Revolucionária do Irã alerta que protestos serão tratados como colaboração com o inimigo

3 de março de 2026, às 10h16

Ruas parecem parcialmente vazias após os ataques dos EUA e de Israel em Teerã, Irã, em 28 de fevereiro de 2026. [Fatemeh Bahrami – Agência Anadolu]

A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC) alertou que quaisquer protestos de rua ou ações consideradas como perturbação da segurança pública serão tratados como colaboração com o “inimigo”, em meio à escalada do confronto militar e da tensão política no país.

Em um comunicado divulgado pela mídia iraniana no domingo, o braço de inteligência da Guarda Revolucionária afirmou que agentes hostis estariam tentando incitar distúrbios após ataques a instalações militares e de segurança.

A declaração afirmava que, “dado o plano traiçoeiro do inimigo de realizar atos terroristas e incitar tumultos nas ruas”, qualquer atividade que prejudique a segurança seria considerada cooperação direta com forças hostis e enfrentaria uma “resposta firme” das unidades de inteligência da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC).

O alerta surge após o presidente dos EUA, Donald Trump, ter apelado publicamente aos iranianos para que assumam o controle do seu governo após a conclusão de uma campanha militar conjunta lançada pelos Estados Unidos e Israel no sábado.

Autoridades israelenses afirmaram que suas forças realizaram extensos ataques aéreos no centro de Teerã no domingo, com o objetivo de estabelecer controle sobre o espaço aéreo da capital. Os militares israelenses alegaram que sua força aérea conduziu operações ao longo do dia para abrir o que descreveram como um “caminho para Teerã”, afirmando que a maioria dos sistemas de defesa aérea iranianos nas regiões oeste e central foram destruídos.

De acordo com um comunicado divulgado pelo Comando Central dos EUA, as forças americanas e aliadas também alvejaram locais ligados à infraestrutura de segurança do Irã, priorizando áreas consideradas como representando uma ameaça iminente.

Os acontecimentos marcam uma escalada acentuada nas tensões regionais, à medida que as autoridades iranianas reforçam as medidas de segurança interna, enquanto as operações militares e a retórica política continuam a intensificar-se.