Desde junho de 2013, quando um movimento de massas tomou as ruas do Brasil, o país passou por uma significativa polarização política. Esse movimento teve um impacto na forma como a sociedade brasileira e a comunidade judaica se relacionaram com a questão Palestina/Israel. À esquerda, um número crescente de movimentos sociais e partidos políticos, como o PSOL, comprometeu-se com uma postura de solidariedade radical aos palestinos, adotando o movimento BDS (Boicote Desinvestimento e Sanções) como parte de sua plataforma. À direita, Israel passou a desempenhar um papel central nas agendas políticas de grupos evangélicos e neofascistas que compunham a base do governo de Jair Bolsonaro, eleito em 2018.
Em 2017, um grupo de judeus sionistas de extrema direita convidou Bolsonaro para realizar uma palestra em um clube de lazer judaico no Rio de Janeiro. Em meio a risos e aplausos de uma plateia de mais de trezentos judeus, Bolsonaro atacou abertamente as comunidades indígenas e quilombolas do Brasil. “Nem um centímetro será demarcado para uma reserva indígena ou quilombola. Onde tem terra indígena, tem riqueza [a ser explorada] embaixo’.
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