
As relações ibérico-islâmicas são marcadas por conflitos e controvérsias. A reconquista da península e as guerras em Marrocos (1415-1769) são as mais discutidas popularmente. Contudo, há um cenário até recentemente negligenciado pelos historiadores. No início do século XIX, as plantações escravistas do Brasil colonial testemunharam uma série de eventos histó-ricos que foram executados e dirigidos pelas populações escravizadas, em especial os haussá e fulani. Esses eventos, além de revelar uma dimensão oculta das relações ibérico-islâmicas, também expuseram uma surpreen-dente consequência política do comércio atlântico de escravos.
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