Hanan Al-Barassi, proeminente ativista e advogada de direitos humanos, foi morta a tiros no leste da Líbia, na cidade de Benghazi, nesta quarta-feira (11).
Al-Barassi transmitia ao vivo de seu carro para a sua página no Facebook, quando atiradores abriram fogo contra o veículo. Uma fonte de segurança relatou à AFP que a ativista “foi baleada e morta na Estrada 20, uma das principais ruas comerciais de Benghazi”.
Benghazi é controlada pelo autodenominado Exército Nacional da Líbia (ENL), coalizão paramilitar sob comando do general renegado Khalifa Haftar.
“A morte trágica [de Al-Barassi] ilustra as ameaças enfrentadas pelas mulheres líbias que ousam ter voz”, declarou em nota a missão da ONU em Benghazi, ao reivindicar uma investigação imediata sobre o assassinato.
Al-Barassi tornou-se conhecida por criticar os abusos de direitos humanos por forças de Haftar. Na segunda-feira (9), a ativista postou nas redes sociais que planejava publicar um vídeo para denunciar a corrupção da família de Haftar.
LEIA: Uma Líbia unida pós-colonial parece cada vez mais um sonho distante
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